Plantão:
Maior enchente registrada no Pantanal em Mato Grosso completa 25 anos
NOTÍCIA »

Voltar a página anterior     Versão impressa       A[+]    A[-]  

Maior enchente registrada no Pantanal em Mato Grosso completa 25 anos

Foto: TVCA
A maior enchente já registrada no Pantanal mato-grossense completou 25 anos nesta segunda-feira (15). No ano de 1988, cerca de 95% da planície do Pantanal foi alagada e as águas do Rio Paraguai atingiram o nível de 6,64 metros. Atualmente, a região recebe chuvas mais distribuídas e que variam em ‘picos’ de períodos de inundação e seca.

De acordo com o Núcleo de Estudos Ecológicos do Pantanal (Nepa), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a maior planície alagada do mundo passa por chuvas não-uniformes. Para a pesquisadora e coordenadora do Nepa, Cátia Nunes, o Pantanal só não enfrentou uma nova enchente de grandes proporções como a da década de 80 porque o Rio Paraguai passa por um período de estiagem.

‘’Em Poconé, Nossa Senhora do Livramento e Barão de Melgaço tivemos três picos de enchentes e vazantes. Normalmente não é assim. Existe um pico máximo em março e depois a chuva vai diminuindo bem rápido. O que percebemos é que a chuva está mais concentrada em pequenos períodos”, disse em entrevista ao G1.

O Pantanal possui períodos chamados de enchente, cheia, vazante e seca. A vazante é quando as águas passam a baixar e correr para os leitos dos rios. “Em setembro de 2012 o Rio Paraguai teve uma das maiores seca, quando atingiu o nível de pouco mais de 84 centímetros”, disse a pesquisadora.

Enquanto o nível do Rio Paraguai continua baixo, o Rio Cuiabá passa por picos de chuva que não são normais, onde as águas sobem e descem em intervalos de 15 dias. “O nível ainda não atingiu nenhum alerta, mas o que não está normal são esses picos de chuva. [As chuvas] estão muito distribuídas, com isso nós não percebemos a inundação, o que percebemos são períodos de mais cheia”, completou Nunes.

Chuvas

Segundo dados fornecidos pela Agência Nacional de Águas (ANA), na região de Porto Cercado, que fica em Poconé, a cota do Rio Cuiabá, medida por centímetros, foi de 389 centímetros em abril de 2012. Em março deste ano, o nível já chegou em 433 cm e até a 438 no começo de abril.

No Rio Paraguai, em abril de 2012, foram registrados 401 cm. Em comparação a abril deste ano, o rio está no mesmo nível. De acordo com o 9º Distrito de Meteorologia de Cuiabá, houve um aumento considerável de chuva na região de Santo Antônio de Leverger.

Em 2009, a unidade registrou 1.068 mililitros de chuva; 2010 obteve 1.089 ml; 2011 com 1.451 ml e 1.275 ml em 2012. Até março deste ano foram registrados 901.8 ml. Já em Cáceres, o 9º Distrito apontou 1.257 ml em 2009, 1.230 mililitros no ano de 2010, 1.266 ml em 2011. Entre janeiro e março deste ano a unidade registrou 901 ml de chuva.

A coordenadora da Nepa não acredita que possa ocorrer uma enchente que traga grandes prejuízos como naquela época, já que para os especialistas a distribuição de chuva está irregular na região da Bacia do Rio Paraguai. “Até 20 de março esperávamos que não tivesse mais chuva em Cuiabá e continuou chovendo. A chuva acumulada na Bacia do Rio Cuiabá é maior".

Começamos a perceber que estamos entrando em um período com mais instabilidade de chuva: há anos mais secos e anos mais cheios. Há anos que uma bacia enche mais e outra não em enche”, finalizou.

Pantanal

O Pantanal cobre uma área de quase 210 mil km², sendo que a maior parte desse território está em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. O restante se divide na Bolívia e Paraguai. Em Mato Grosso, o bioma abriga as cidades de Cáceres, Barão de Melgaço, Santo Antônio de Leverger e Poconé.

A diversidade na fauna e flora é sustentada pelos distintos biomas existentes no Pantanal: Cerrado, Chaco, Amazônia e Mata Atlântica. Os moradores da região têm como atividade econômica a pecuária, a pesca, turismo e agricultura. O local chama atenção de turistas através de cavalgadas, passeios de barco e trilhas ecológicas.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), os quatro grandes municípios do pantanal mato-grossense, Barão de Melgaço, Cáceres, Poconé e Santo Antônio de Leverger, comportam um rebanho com 1,93 milhão de cabeças e pastagem com 1,7 milhão de hectares.

Por: Denise Soares em 16/04/2013 09:28:24

» Mais notícias
PM encontra desova de motos na 'faixa de gaza' em Cáceres
Governo demite servidora do hospital regional de Cáceres
Projeção para Estadual coloca Adriano entre cotados de sua coligação
Projeção para Deputado Federal coloca Túlio e Ezequiel entre cotados para 8 vagas em Brasilia
Tarifa social de energia: 70 mil precisam se recadastrar em Mato Grosso


» COMENTE AQUI

Nome: *
E-mail: *
Cidade:
Comentário:  *Excedido o numero de caracteres.
Digite o texto da imagem ao lado:
 

» COMENTÁRIOS

Nenhum comentário nesta notícia.

 

   
Copyright © 1997 - 2014 • Jornal Oeste • Todos os direitos reservados
online