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Minha Opinião » Airton Reis

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Honra é dever!

O senado e sua história. Espaço. Direito e julgamento. Questão definitiva. Relatório. Gravações ilegais. Inconstitucionalidade. Coisas separadas. Reflexão. Convicções. Cassação. Ética. Dois milhões de votos. Tribuna. Inviolabilidade. Enfrentamento. Massacre. Lugar sagrado do parlamento. Mentira. Defesa. Acusação. Notícia. Perplexidade. Processo mediático. Pré-julgamento. Instituição. Voto de consciência. Processo e rito. Voto fechado.

Reflexões. Disposição. Quadrilha. Polícia Federal. Ameaça. OAB. Ministério Público. Autos. Mandato. Interesses. Grupo. Momento grave. Convicção intima. Necessidade de perícia. Opinião formada. Irregularidade. Julgamento. Processo indevidamente saneado. Três anos investigado. Ato grave. Eleitor. Decisão. Analise. Prova técnica. Homem público.

Cuidado com seus atos. Rádio. Proporcionalidade. Caça de mandato. Caça de dois milhões de votos. A vida da, nega e tira. Real gravação. Sonho de muitos. Princípio. Esperança. Rito constitucional. Direito à defesa. Vida parlamentar. Destino de cada eleitor. Voto sagrado. Casa. Senado. Manchete de amanhã. Nuvens. Inviolabilidade do parlamentar. Eleitor simples de Goiás.

O direito tem algo caro para quem o estuda. Não se julga adjetivação e sim os fatos. Aqui, me defendi de várias adjetivações: pilantra, desonesto, despachante de luxo... Código Penal exige fato típico. Eu gostaria de me defender dos fatos. Acusaram-me de cinco fatos. Derribei todos eles. Na peça do relator outros fatos. Derrubei também. Aparecerem outros fatos. Provas não valem nada. Não provaram nada contra mim.

Projeto. Informação. Processo político. Mandato de segurança. Ampla possibilidade de defesa. Perícia. Conselho de ética. Pressa. Má fé. Lógica jurídica. Autorização judicial. Quadrilhas. Honra. Decência. Direito. Inocência. Ampla defesa. Contraditório. Julgamento. Pilatos. Cristo. Presentes. Páscoa. Barrabas. Não lavem as mãos. Deixem-me ser julgado pelo povo de Goiás. 250 mil horas gravadas. O melhor advogado que eu tenho é o rádio.

O que existe contra mim? Nada, nada, nada. Eu não menti aqui. Eu jamais menti aqui. Eu tenho uma conduta parlamentar impecável. Eu não posso ser julgado porque seis governadores e dezenas de deputados federais também se relacionavam com Cachoeira. Dêem-me o direito de defesa. Todo fato tem diversas versões. Interesses. Legalidade. Jogo do Bicho. Extinção. Clandestinidade.

Relativismo. Protágoras. Cão sarnento. Jornalistas. Investigado dia e noite. Não apareceu nada. Começaram inventar. Invenção grande por sinal. A imprensa do Brasil me deve pedido de desculpas, sic, o Estadão: “Demóstenes quadriplica o seu patrimônio”. A minha reputação foi sendo quebrada grão a grão. Eu fui moído, triturado, achacado. “O legislador e o fora da lei”.

Eu não fui braço político de quem quer que seja. Aliás, fui braço das crianças vítimas de pedófilos, dos idosos, dos pobres do Brasil. Do Ministério Público eu sou pai. Coloquei o parágrafo 4º. Fui eu que trabalhei junto com a Polícia Federal. Quantas leis? Guarda compartilhada. Acabei com a expressão mulher honesta.

Eu sou na verdade um bode expiatório. Querem me pegar porque vai ficar mal para a imagem do senado. O que pega mal para a imagem do senado é condenar sem prova. Ivan Lins: Caio rei de ouro... Ninguém pode decapitar um senador sem provas. Arrumei sim emprego para muitas pessoas que precisavam e não para ladrão. Diga com quem andas que te direi quem és.

Se Carlos Cachoeira cometeu crime a culpa é dele. Não entrem nessa história. Meu erro aqui confesso foi ser intolerante. Foi ser duro. Foi não aprender ler jornais. Hoje eu sei que muito daquilo não foi verdade. Perdoem-me aqueles que levianamente ofendi. Não entre, nesse caminho. Eu aprendi amargamente, sofridamente. Aprendi perdoar. Perdão é coisa para homem. Por que você não renúncia? Porque eu não podia sair do senado sem dar explicação para minha mulher, meus filhos, meus netos. Porque quem caça senador é senador? O povo é que tem que julgar. Não votam pela minha cassação!

Papel constitucional. Verdade dos fatos. Citações. Relatório. Clareza. Situações. Abusos. Prerrogativas. Vantagens. Decoro. Realidade. Conhecimento. Denúncia. Meliante. Mal feito. Investigações. Operações policiais. Arrogância. Justiça. Tolerância. Inquérito. Investigação. Votação.

Aprovação de cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (ex DEM-GO), por quebra de decoro parlamentar. Sim ou Não? 56 contra 19. 05 abstenções. 01 ausência. Resolução aprovada. Vai à promulgação. Sessão encerada. Honra é dever!

 

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é poeta em Cuiabá.

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