| Entre graves e agudos
Partitura musical. Regência constitucional. Deveres ignorados. Direitos violados. Poderes equivocados em primazia legal. Gravetos dispersos em mais de uma clareira na Amazônia Legal. Fogueira da vaidade acessa em ardil institucional. Imunidade e impunidade penal.
Responsabilidade civil e criminal em questão. Zelo público nas páginas de uma mesma legislação. Saúde, segurança, educação. Salário justo. Moradia digna e adequada. Guardião da casa arrumada. Guardião da ordem e do progresso em lábaro estrelado. Guardião da nacionalidade republicana expressa em Estado Federado. Guardião da soberania em território demarcado. Guardião da cidadania contida em municipalidade. Guardião da democracia incumbida da legalidade perante a jurisdição. Guardião da ética revestida de moral e justificada pela razão. Guardião da governabilidade além do papel timbrado em solução paliativa. Guardião da pátria viva em obrigação militar e civil. Guardião do país continental chamado Brasil.
Além de Deus, quem tem te guardado? Alem de Deus, quem tem te socorrido? Além de Deus, quem tem te protegido? Além de Deus, quem nos salva da violência desmedida? Além de Deus, quem nos congrega numa mesma esperança de melhoria? Além de Deus, quem nos assegura o nascimento em berço familiar edificado pelo amor em continuada harmonia? Além de Deus, o que faz por nós brasileiros a democracia?
Mais do que fardas, fuzis, granadas, dinamites e outras munições. Mais do que as Forças Armadas em operações. Mais do que um morro de uma metrópole em convulsões sociais. Mais do que um regimento dos comandantes patenteados. Mais do que o salário reduzido nos soldos dos soldados. Mais do que os infantes viciados “tratados” como infratores reincidentes. Mais do que os assaltantes encapuzados em plena luz do dia. Mais do que uma guerrilha urbana além de uma galeria.
Para qual trincheira as cidadãs e os cidadãos brasileiros serão arrastados? Em qual lixeira as eleitoras e os eleitores mato-grossenses terão os seus votos descartados? Em quantas bandeiras o verde outrora colossal cada vez mais desbotado? Interior ou capital? E a fronteira internacional desguarnecida em sentinela? Filé ao molho madeira ou carne de panela?
Entre graves e agudos, nem sempre a mesma percussão. Entre graves e agudos, nem sempre a mesma execução. Entre graves e agudos, o Poder Executivo dormente. Entre graves e agudos, o Poder Legislativo ausente. Entre graves e agudos, o Poder Judiciário com a balança e com a espada na mão. Entre graves e agudos, aonde andará o Poder emanado do Povo de uma mesma nação? Entre graves e agudos, a miséria dos miseráveis com os dias contados na agenda presidencial em ação. Entre graves e agudos, as greves deflagradas por ajuste salarial. Entre graves e agudos, a sintonia na igualdade dos poderes elencados pela égide constitucional. Ponto sem final.
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é poeta em Cuiabá.
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