Durante entrevista coletiva, o delegado detalhou as funções atribuídas a cada um dos investigados e afirmou que eles integravam a estrutura responsável por manter o esquema de lavagem de dinheiro da facção, mesmo com W.T. preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Segundo Victor Hugo, a advogada atuava na regularização documental de imóveis de luxo do município de Itapema (SC), adquiridos em nome de “laranjas” para ocultar a origem ilícita dos bens.
"A advogada presa em Cuiabá atuou como procuradora de imóveis em nomes de pessoas interpostas na cidade de Itapema. Ela exerceu atividade para ocultação e dissimulação do patrimônio pertencente a esse faccionado, a esse tesoureiro da organização criminosa [W.T.]", afirmou.
Já Alex Soldado, conforme o delegado, era um dos principais homens de confiança de W.T. fora da prisão e já havia sido alvo de outras operações da GCCO.
"O jogador de futebol do time desse faccionado [Amigos do W.T.] é um dos braços direitos dele aqui fora do presídio. Já foi preso diversas vezes. Atuava na lavagem de dinheiro e na prática de atos em favor da organização criminosa", disse.
Victor Hugo ressaltou ainda que Alex é um alvo recorrente das investigações policiais e voltou a atuar para a facção criminosa após ser colocado em liberdade, “com atuação muito forte ao lado do braço direito do líder dessa facção", explicou.
O terceiro investigado, Emerson Ferreira Lima, conhecido como "Gordão", também ocupava posição estratégica dentro da organização criminosa.
"Era o braço direito desse tesoureiro da facção criminosa [W.T.]. É a pessoa a quem ele se reportava diretamente para a prática ilícita da lavagem de dinheiro em favor da organização criminosa", explicou o delegado.