14/01/2026 - 07:20 | Atualizado em 14/01/2026 - 07:22
Francis Maris diz que medo da CPI motivou nomeação de Luan na Obras
A nomeação de Luan Carlos Teixeira, o Luan Carolla, tesoureiro do PL, para assumir a Secretaria Municipal de Obras de Cáceres virou assunto de reunião e ganhou um roteiro ainda mais espinhoso nos bastidores do partido. O ex-prefeito Francis Maris, apontado como principal figura do PL no município, afirmou ao F5 que a CPI das Obras foi o eixo central do desgaste e da leitura política por trás do cargo.
Em mensagem, Francis contou que se reuniu com o presidente do partido, Ricardo Castella(PL), e com o tesoureiro Luan Teixeira, na casa de um aliado no último domingo(11). Segundo Francis, ele deixou claro que os dois erraram ao não reunir a legenda antes de conduzir a decisão, o que, na avaliação dele, provocou “um desgaste enorme” para os envolvidos e para o próprio PL.
O tom sobe quando Francis aponta, sem rodeio, o que ele chama de motivo real da movimentação. “É nítido que estão morrendo de medo da CPI das obras, por isso ofereceram o cargo”, escreveu. Na sequência, ele acrescenta que Castella teria admitido que “a negociação não foi com o partido, mas sim com ele particularmente”. Na prática, a fala do ex prefeito tenta carimbar a história como uma conversa individual, fora da mesa formal do PL, com a CPI rondando o acordo.
Esse é o ponto que deixa a declaração explosiva. A Prefeitura sustenta que não existe troca política e a narrativa de Francis corta essa explicação e sugere que, por trás do carimbo administrativo, existe um cálculo ligado ao avanço da CPI, justamente o tema mais sensível quando o assunto envolve obra, contrato e dinheiro público.
Francis ainda diz que alertou Castella e Luan sobre o risco de serem usados e depois descartados quando deixarem de atender interesses, citando que isso já teria ocorrido com Leliane, ex secretária de Assistência Social que hoje atua na Câmara. E encerra com a frase que tenta conter o incêndio, mas não apaga o cheiro de fumaça. Segundo Francis, Castella e Luan prometeram que a nomeação não vai influenciar.
A promessa, porém, não resolve o estrago político descrito pelo próprio ex prefeito. Quando uma das principais vozes do PL coloca a CPI como “grande motivo” e diz que a negociação foi pessoal, a discussão deixa de ser barulho de rede social. Vira acusação interna, com texto, contexto e digitais.