O vereador Cézare Pastorello (PT) jogou luz sobre um dos acordos mais nebulosos do ano em Cáceres: a parceria firmada entre a Prefeitura e a Associação Grupo Chalana para organizar o 42º Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIPE). Embora o contrato afirme que não haverá “transferência direta de recursos públicos”, o uso da estrutura do município é total — e o custo, como sempre, vai pro colo do contribuinte.
O Requerimento aprovado por unanimidade na Câmara exige explicações sobre o Acordo de Cooperação nº 001/2025, que entregou o festival à iniciativa privada sem que o “plano de trabalho” — peça fundamental para entender obrigações e receitas — fosse sequer publicado. A Praça da SICMATUR, a Guarda Municipal, o trânsito, os servidores, a água, a energia e até os kits promocionais (que custam mais de R$ 1,4 milhão) são bancados pelo poder público.
E o mais grave: sem qualquer licitação pública.
Pastorello questiona também se a secretária de Turismo, Alessandra Castilho, tinha competência legal para assinar um contrato desse porte em nome da prefeita Eliene. O requerimento ainda exige saber quem vai arrecadar com a venda de bebidas, alimentos e uso dos espaços comerciais durante o FIPE. Vai para o cofre da Prefeitura ou direto para o da associação? Imprimir