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01/07/2025 - 10:18

Trabalhadores da ABSERVIS cobram vale atrasado e denunciam Prefeitura de Cáceres


A denúncia vem de um grupo de trabalhadores terceirizados contratados pela empresa ABSERVIS, que presta serviços à Prefeitura de Cáceres. Eles relatam que o vale-alimentação, previsto para ser pago no dia 15 de junho, até hoje não foi depositado, e o pior: ninguém da empresa ou da prefeitura dá qualquer satisfação.
Com o salário do mês também prestes a vencer, o clima entre os funcionários é de revolta, insegurança e desespero. A justificativa apresentada por cada lado só gera mais confusão. A Prefeitura afirma que já fez o repasse para a empresa. Já a ABSERVIS alega que não recebeu os valores no prazo e, por isso, não conseguiu realizar os pagamentos.
“Ficamos no meio dessa briga de versões. Enquanto um lado diz que pagou e o outro diz que não recebeu, somos nós que ficamos sem vale, com contas atrasadas e sem saber como alimentar nossas famílias”, desabafa um dos trabalhadores.
O desabafo é ainda mais preocupante porque os profissionais foram colocados de aviso até o dia 09 de julho, quando deverão ser desligados oficialmente. A dúvida que paira no ar é se o acerto será pago integralmente e na data correta — ou se virá mais uma enrolação.
📉 Dívidas, juros e descaso
Além da instabilidade emocional, o atraso no vale já gerou prejuízos financeiros diretos. Muitos trabalhadores relatam contas vencidas, juros acumulados e até corte de serviços essenciais, como luz e água.
“A gente trabalha porque precisa. Não estamos pedindo favor. Mas o mínimo que esperamos é respeito com nossos direitos. Isso aqui é um absurdo”, comenta outro funcionário afetado.
⚠️ Omissão e silêncio
Até o momento, nenhuma nota oficial foi emitida pela Prefeitura de Cáceres ou pela empresa ABSERVIS para esclarecer os fatos. O silêncio institucional alimenta a sensação de descaso e negligência, em um cenário que, segundo os trabalhadores, se repete com frequência.
❗A pergunta que não quer calar:
Quem está mentindo?
A Prefeitura que diz ter pago?
Ou a empresa que diz que não recebeu?
Enquanto essa resposta não vem, famílias seguem à mercê da boa vontade alheia, lutando para manter a dignidade em meio a um jogo de empurra-empurra que só evidencia a fragilidade das relações trabalhistas terceirizadas. Imprimir