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13/06/2025 - 22:18 | Atualizado em 13/06/2025 - 23:23

👉 Crueldade chocante! Estudante da UFMT é presa por matar e abusar de animais em Cuiabá

Uma história cruel e revoltante veio à tona nesta sexta-feira (13), em Cuiabá. Uma estudante de 28 anos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foi presa, no bairro Porto, suspeita de maus-tratos, assassinato e até abuso sexual de animais. O caso chocou a população e deixou protetores e amantes dos animais indignados.

A prisão aconteceu após uma denúncia feita pela presidente de uma ONG de proteção animal. Segundo ela, a jovem e o companheiro adotaram um gato, se comprometeram a cuidar e informar sobre o bem-estar do animal, mas desapareceram. Ao investigar, descobriu-se que o gato estava morto, com sinais claros de maus-tratos. O corpo foi encontrado jogado em um terreno baldio perto da casa da suspeita.

E o caso pode ser ainda pior. De acordo com o delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri, da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA), há suspeitas de que a mulher tenha praticado zoofilia — ou seja, abuso sexual contra os animais. “Depende da perícia, que vai analisar o ânus do animal, [ver] se tem alguma ruptura, algo incomum que sugere o abuso sexual nesses animais. Então, só a perícia ao final para nós termos conhecimento se de fato isso foi feito”, explicou o delegado.

O cenário encontrado pela polícia foi assustador: dentro da casa, um filhote de cachorro foi resgatado e entregue à ONG. Havia também muita ração de gato, mas nenhum outro felino foi encontrado. Um lençol sujo de sangue também chamou a atenção dos investigadores. A suspeita permaneceu em silêncio durante toda a abordagem. Já seu companheiro não foi localizado.

O delegado informou que há suspeita de que pelo menos 11 animais tenham sido mortos por ela. “Pelo menos um já foi encontrado, mas ela já admitiu que matou os gatos. Agora a gente aguarda o interrogatório dela para saber qual versão ela irá apresentar dos fatos”, declarou Pompeo.

Ainda segundo ele, a mulher tentou justificar um dos crimes dizendo que matou um dos gatos porque ele a arranhou. “Isso não é justificativa para maltratar, muito menos para matar o animal”, reforçou o delegado.

O caso começou a ser investigado na quarta-feira (11), quando a presidente da ONG percebeu que o casal não dava mais notícias do gato que adotaram e começou a receber informações de outros protetores de que o mesmo casal fazia isso com frequência. Além disso, a denunciante relatou que chegou a ser ameaçada verbalmente pela suspeita.

Agora, a Polícia Civil, junto com a Delegacia do Meio Ambiente e a Politec, segue investigando o caso. A perícia irá confirmar se houve ou não abusos sexuais contra os animais. Enquanto isso, a mulher permanece presa e à disposição da Justiça. Imprimir