05/05/2025 - 20:56 | Atualizado em 05/05/2025 - 22:28
Equipe de robótica do Sesi Escola Cuiabá representa o Brasil em competição internacional na África do Sul
A equipe Brotherhood, formada por seis alunos do Sesi Escola Cuiabá, embarca no sábado (3) para a Cidade do Cabo, na África do Sul, onde representará o Brasil no FIRST LEGO League Open Africa Championship, uma das principais competições internacionais de robótica. O evento será realizado de 7 a 9 de maio e esta é a primeira vez que o grupo conquista vaga em uma etapa internacional.
A classificação foi conquistada após a equipe garantir o segundo lugar no Festival Nacional Sesi de Robótica, ocorrido em março, em Brasília. Na ocasião, concorreram com mais de 90 equipes de todo o país. Desde então, os alunos têm se dedicado intensamente à preparação, equilibrando os treinos rigorosos com momentos de descontração e companheirismo.
O tema da temporada da FLL é “Submerged”, que desafia os participantes a propor soluções inovadoras para problemas enfrentados por profissionais que atuam em ambientes subaquáticos. Em resposta ao desafio, a Brotherhood criou o Cianoporte, um dispositivo feito com garrafa de PVC em formato cilíndrico, projetado para o transporte seguro de cianobactérias dos recifes de corais até a superfície.
A solução, segundo a gerente de projeto e vice-capitã Rafaela Artuzo, de 15 anos, foi desenvolvida com foco na preservação dessas microalgas, essenciais para o equilíbrio ecológico marinho.
"As cianobactérias são como microalgas que formam um tapete e cobrem os recifes de corais. Especialistas que trabalham com microalgas precisam transportar as cianobactérias de alguma forma até a superfície, sem que elas morram no caminho. Elas geralmente morrem por variação de pressão, temperatura ou luminosidade, e o projeto busca controlar esses três pontos", explicou.
O Cianoporte foi equipado com um termômetro para monitoramento da temperatura, uma placa de LED subaquática que regula a luminosidade e um revestimento resistente para suportar a pressão até o alcance dos corais.
Segundo a técnica da equipe, Tamires Silva, a proposta é inovadora também por oferecer uma alternativa acessível:
"Os especialistas têm dificuldade em transportar as cianobactérias com vida porque as soluções existentes não têm esse controle de pressão, temperatura e luminosidade em um só produto. A maioria é inacessível, no sentido de preço", afirmou.
As cianobactérias são fundamentais para a vida na Terra. Com capacidade fotossintetizante, elas contribuem para a fertilidade do solo e da água, e são utilizadas em pesquisas para a produção de biocombustíveis, cosméticos e medicamentos. No entanto, algumas espécies podem liberar toxinas prejudiciais à saúde humana e animal, exigindo cuidados durante sua manipulação.
Além do projeto científico, os estudantes também apresentarão robôs feitos com peças de LEGO, programados para cumprir uma série de missões no tempo máximo de dois minutos e meio — etapa essencial da competição.
A equipe Brotherhood é composta por:
Leonardo Araújo, 15 anos – programador e capitão
Rafaela Artuzo, 15 anos – gerente de projeto e vice-capitã
Miguel Sant’Ana, 13 anos – programador
Giovanna Flávia, 13 anos – gerente de materiais
Ana Beatriz Pettengil, 12 anos – pesquisadora
Felipe Queiroz, 14 anos – design criativo
Eles são acompanhados pelas técnicas Tamires Silva e Patrícia Lorêro. Além da Brotherhood, outras duas equipes de Goiás também representarão o Brasil no campeonato.
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