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29/04/2025 - 09:12

Emergência em Cáceres? Melhor rezar!

Quando o povo grita por socorro, o silêncio do poder público responde...

Em Cáceres, se você passar mal à noite, prepare-se: o socorro pode simplesmente nunca chegar. É isso mesmo. Em uma cidade onde tudo fica a dez minutos de distância, conseguir uma ambulância virou um desafio de sobrevivência. Enquanto o tempo corre contra a vida, a prefeitura parece correr de suas responsabilidades.
Um morador denunciou nas redes sociais o drama vivido por sua vizinhança: um caso de emergência em que os bombeiros tinham apenas uma viatura disponível, e a ambulância da UPA demorou tanto que todos temeram o pior. A realidade é simples e brutal — se depender de socorro em Cáceres, o cidadão morre em casa.

Uma tragédia anunciada, ignorada, repetida

A crise no serviço de ambulâncias em Cáceres não é de hoje. Veículos parados por falta de manutenção, motoristas sem diária, escalas desorganizadas, plantões mal definidos. A gestão falha virou rotina, e o povo já nem espera mais atendimento. Muitos nem ligam para o 192 — sabem que a ambulância provavelmente não virá.

Nos bairros periféricos, onde a maioria da população não tem carro, o abandono é ainda mais cruel. Gente pobre agoniza esperando uma ajuda que nunca chega. Muitos morrem antes de sequer verem uma maca. E a grande ironia? Quando alguém morre, a funerária aparece em dez minutos. Sempre. Sem falha.

Cadê o dinheiro da saúde?

Quantos milhões já foram investidos na saúde de Cáceres? Onde foram parar os recursos para salvar vidas? Enquanto autoridades posam para fotos e discursos bonitos, o povo sofre e morre sem socorro. Em uma cidade do tamanho de Cáceres, é inaceitável que a ambulância seja um luxo — e o enterro, a única certeza.

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