Mato Grosso Inicia Campanha de Reforço Contra Gripe com Novas Doses de Vacina
Mato Grosso começa a receber os primeiros lotes de vacinas contra o vírus influenza, causador da gripe, como parte da campanha de reforço da imunização. O Ministério da Saúde (MS) enviou para o Estado 96 mil doses de uma remessa inicial de 5,4 milhões, que serão distribuídas nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do país.
No total, 1.427.428 pessoas estão aptas a se vacinar em Mato Grosso. De acordo com o MS, neste ano, a vacina contra a gripe passou a integrar o calendário nacional de vacinação para crianças a partir de 6 meses até menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais, e gestantes.
Além disso, a vacinação será realizada de maneira especial para grupos prioritários, como indígenas, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, professores, entre outros. Os grupos-alvo também incluem puérperas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da segurança e de salvamento, forças armadas, e aqueles com doenças crônicas, deficiência permanente, caminhoneiros e trabalhadores portuários, entre outros.
A campanha nacional de reforço está programada para começar no dia 7 de abril, com o "Dia D" de mobilização marcado para o dia 10 de maio. No entanto, estados e municípios têm liberdade para iniciar a vacinação assim que as doses chegarem.
O objetivo é vacinar 90% de cada grupo prioritário. Até o final de abril, 35 milhões de doses serão distribuídas entre as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, enquanto a campanha no Norte começará no segundo semestre, alinhando-se ao aumento da circulação viral na região.
O MS adquiriu 73,6 milhões de doses para o Brasil, com um investimento total de R$ 1,3 bilhão. A vacina de 2025 inclui as cepas H1N1, H3N2 e B. A administração do imunizante pode ser realizada junto a outras vacinas do calendário nacional.
Vale destacar que a vacina é contraindicada para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia grave após doses anteriores. O MS reforça que a influenza, assim como a Covid-19, ainda representam sérias ameaças à saúde pública, especialmente para pessoas não imunizadas.
A vacinação é considerada a melhor estratégia para reduzir complicações, internações e mortes, especialmente entre os grupos de maior risco. De acordo com estudos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, a vacina contra influenza reduz em 35% o risco de hospitalização associada ao vírus, com maiores reduções entre pessoas com comorbidades (58,7%) e entre crianças pequenas (39%) e idosos (31,2%). Imprimir