Uma coisa triste na política é o pensamento pequeno e alguns representantes. Essa semana que passou o vereador Pacheco (PP) teve que responder a uma notificação do seu próprio partido, acusando-o de ter recebido, como terceiro secretário, um ofício para formação de bancada. Querem expulsar o Pacheco e passar a vaga para o vice. Pacheco já respondeu, dizendo que cumpre com suas obrigações e não tem tempo para politicagem.
Menor ainda
Já o ex-deputado federal dr Leonardo (REPUBLICANOS), que hoje está como Secretário de Estado, se dignou a ir para Cáceres só para ajeitar mais alguns apadrinhados no staff da Prefeita Eliene Liberato Dias (PSB). Enquanto isso, seu principal concorrente da região em 2026, Irajá Lacerda (PSD), também estava na cidade com um grupo de investidores chineses, incentivando-os a se instalarem na cidade. Essa é a diferença de quem quer emprego para afilhados e quem quer emprego para todos.
Disputa
Irajá e Leonardo devem polarizar a disputa pela cadeira federal representando a região. Alguns outros candidatos, polvilhando votos, devem surgir, já que a grana do fundo eleitoral depende da quantidade de votos pra deputado federal que cada partido tem, independentemente de eleger ou não. Eu sugiro que a região abrace apenas um. Leonardo já teve a chance dele, não deixou nenhuma saudade. Votou contra os trabalhadores na reforma da previdência e foi totalmente omisso durante a pandemia. O povo não esqueceu.
Podemos
A prefeita de Cáceres, Eliene Liberato Dias (PSB), perdeu a chance de usar do partido para buscar recursos federais, já que o Vice-Presidente da República, Geraldo Alkimin, também é do PSB. Sem nenhuma identidade partidária, deve acompanhar Max Russi (PSB) para o pouco significante PODEMOS. O Partido foi “dado” ao Max para as eleições de 2026. Se for cumprir compromisso, Eliene pode deixar o cargo para fazer escadinha como candidata a deputada estadual.
Sem base
Por falar em Eleine, na votação do projeto do RGA – Revisão Geral Anual – dos servidores municipais ficou evidente que ela não tem base na Câmara de Vereadores. Além de ter os artigos chamados de jabuti retirados do projeto, o RGA foi aprovado sem nenhuma manifestação dos vereadores da base aliada. Nem Valdeníra (PSB), Manga Rosa (PSB), Domingos Oliveira (PSB), Franco Valério (PSB), Magaly (PP), Jorge (PP) e Rubens (UB) foram na defesa da prefeita. Perderam quietos, sem argumentos.
Independência
Por outro lado, o G8, que hoje domina a Mesa Diretora e ainda tem o apoio dos vereadores Pastor Júnior (PL), Jerônimo Gonçalves (PL) e Marcos Ribeiro (PSD) mostraram força. A população está aplaudindo a independência da Câmara, mesmo sem saber que isso só acontece porque o G8 ainda mantém a maioria. Muitos acham que Eliene vai bancar o passe de algum desses vereadores para voltar a ter a maioria que os prefeitos sempre tiveram. O primeiro que sair, será lembrado pelo resto da vida.
Jogo de cena
Depois de ter os jabutis tirados do projeto de lei do RGA, que já foi aprovado, a prefeita fez um jogo de cena, mandando pra Câmara de Vereadores um projeto de lei reduzindo o próprio salário e dos secretários em 10%. Está reduzindo até o salário dos conselheiros tutelares, que não têm nada a ver com a paçoca e não são comissionados, são eleitos. Isso tudo para dar o ar de sacrifício para pagar as contas, já que quer aprovar a precarização dos funcionários públicos e ampliar a terceirização. Nunca é demais lembrar que há pouco mais de dois meses a prefeitura estava tão maravilha que ela aumentou o próprio salário em quase 50%. O que mudou tão rápido, se isso não for apenas uma jogada para sair na mídia?
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