17/02/2025 - 17:50 | Atualizado em 17/02/2025 - 09:26
Estelionato eleitoral
Se estelionato eleitoral fosse crime, a prefeita de Cáceres, Eliene Liberato Dias (PSB), já estaria sendo indiciada. Até o dia 6 de outubro do ano passado Cáceres vivia um mar de rosas, obras a todo vapor, promessas e promessas para as categorias de servidores, que só não foram cumpridas ali, na hora, segundo eles, porque era período eleitoral. Decidida a eleição, o povo das obras sumiu, as diárias sumiram, as horas extras sumiram e a prefeitura inicia o ano com ameaças de greve vindas de todos os segmentos: educação, saúde, terceirizados (cujas empresas não recebem) e servidores em geral. O descontentamento é tanto que está sendo recorrente encontrar nos grupos as mensagens de arrependimento.
Greve
Dentre as categorias que podem parar, a saúde é a mais evidente. Desde não honrar o compromisso com os técnicos em enfermagem, para o pagamento do Piso, até ter cortado 70% da ajuda de custo dos médicos do Mais Médicos, todos estão insatisfeitos, frustrados e os que votaram, arrependidos. E isso se reflete na população, Eliene como servidora deveria conhecer a ferramenta que está nas mãos da oposição.
Fraca
Depois de divulgar matérias nas mídias dizendo 'Nilson Magalhães elege esposa' o que seria de esperar da atuação da vereador Magaly na Câmara Municipal? Nada, e até nisso, está decepcionando. Na sessão desta segunda-feira, a vereadora conseguiu surpreender até quem não esperava nada do seu mandato, indo à tribuna ler um papelzinho com algumas mal traçadas linhas contra a composição das comissões permanentes da Câmara. Nela, apelou para o discurso de mulher, mãe, dona de casa, que não está nas comissões.
Lamentação
Ocorre que se a vereador Magaly, que é do PP, não está titular em comissão nenhuma, isso é culpa do seu próprio partido, que não a indicou. O vereador Jorge Augusto (PP) está como titular em duas comissões e o vereador Pacheco Cabeleireiro (PP) também em duas. O seu lamento deveria ser direcionado ao próprio partido, e não à composição das comissões conforme publicada pela presidência da casa.
Vítima
A artimanha de se colocar como vítima do sistema, mesmo quando foi vítima do seu próprio partido, cujo o marido, Nilson Magalhães, é presidente, não cola pra quase ninguém. Magaly tem pouco tempo pra descolar sua imagem do marido e, principalmente, para mostrar a que veio. Até agora, não teve nenhum protagonismo em matéria nenhuma.
Maus perdedores
Outros vereadores lamentaram o fato de ter sido feita a composição das comissões, com a participação da Bancada, composta pelos partidos PSD, Republicanos, PT e MDB. A falta da dobradinha PP/PSB nas comissões fez o PP renunciar a todas as indicações nas comissões e o PSB dizer que não participaria, até julgamento de um mandado de segurança que entraram juntos. O detalhe é que o PSB nem poderia entrar com a ação, já que para entrar com um mandado de segurança, teria que demonstrar algum prejuízo, e o PSB foi colocado como titular das comissões para as quais apresentou nome. Ou seja, com ou sem bancada, ficaria igual para eles. Mas não para o Executivo, que perdeu a maioria dentro das comissões.
Discurso Fake
Depois de muito discurso fake de apoio aos servidores, os vereadores não votaram o RGA – Reajuste Geral Anual – dos servidores, justamente porque os vereadores do PP e PSB não quiseram montar as comissões, sem as quais o projeto não anda. Na frente dos servidores, o discurso era um, por trás, a traição. E tudo isso poque querem ter o poder de barganhar com a prefeita controlando as comissões. Novos políticos com velhos hábitos.
Minha especialidade
O assunto da semana foi uma suposta venda do Jornal Oeste, para os vereadores Marcos ribeiro, Cezare Pastorello e para Irajá Lacerda. Foi uma jogada de marketing político para testar como está o ambiente em Cáceres, diante de um processo de desmame que Irajá começou a fazer para se livrar dos coveiros de político, dentre eles, o homicída conhecido como garçon de presos. Estou mesmo disposto a vender o Jornal Oeste, inlcusive ofereci há alguns interessados, o problema é que muitos querem, mas não tem grana.