Documento levanta questionamentos sobre medição equivalente a 52,7% de contrato de R$ 14,2 milhões. Pintura, forro e impermeabilização aparecem 100% medidos, enquanto pisos, esquadrias, elétrica e hidráulica estavam zerados.
SAPEZAL (MT) — Uma medição milionária realizada durante a gestão do ex-prefeito Valcir Casagrande coloca a obra da faculdade de Sapezal no centro de sérios questionamentos.
Na primeira medição foram registrados R$ 7.497.305,32 — mais da metade de todo o contrato.
O que chama atenção é o contraste dentro da própria planilha: pinturas, forros, impermeabilizações e revestimentos externos aparecem com 100% de medição. Enquanto isso, pisos, revestimentos internos, esquadrias, instalações elétricas, hidráulicas, esgoto e águas pluviais aparecem com 0%.
A pergunta é inevitável:
O que efetivamente estava pronto para justificar uma medição de R$ 7,5 milhões?
Por se tratar de construção modular, a sequência de execução pode ser diferente de uma obra convencional. Por isso, a resposta precisa estar nos documentos: memória de cálculo, diário de obra, fotografias da época, notas fiscais, projetos e relatórios da fiscalização.
A planilha, sozinha, não comprova superfaturamento, mas apresenta elementos suficientes para justificar uma apuração técnica aprofundada.
Sapezal precisa de uma resposta: onde estavam os R$ 7,5 milhões medidos na obra?
Dinheiro público não aceita dúvida.
Se estava executado, que apresentem as provas. Se não estava, que se apurem as responsabilidades.