Cáceres ainda enfrenta uma deficiência básica de infraestrutura: mais de 85 mil moradores vivem sem acesso aos serviços públicos de esgotamento sanitário. Segundo dados do SINISA referentes a 2024, apenas 6,6% da população é atendida pela rede, o que deixa 93,4% dos moradores fora da cobertura. Em Mato Grosso, a média de atendimento é de 53,1%.
O problema tem reflexos na saúde, na qualidade de vida e no meio ambiente, especialmente em uma cidade localizada às margens do rio Paraguai e inserida no Pantanal. Do esgoto gerado no município, apenas 4,7% é coletado e tratado.
Diante de um déficit dessa dimensão, o desafio é fazer com que o saneamento deixe de ser uma promessa recorrente e passe a ocupar espaço entre as prioridades de investimento. Nesse processo, a representatividade política da região é fundamental para levar as demandas locais aos espaços de decisão, cobrar recursos e acompanhar projetos capazes de transformar uma necessidade antiga em melhoria concreta para a população.