Médicos brasileiros formados no exterior têm reclamado das dificuldades enfrentadas no Revalida, exame necessário para subsidiar o reconhecimento dos diplomas de Medicina obtidos fora do país. Entre as principais críticas estão os critérios de avaliação, a dificuldade de aprovação e a necessidade de maior transparência no processo. Os candidatos defendem mudanças que tornem o exame mais claro e eficiente, sem reduzir o rigor técnico exigido para o exercício da medicina no Brasil.
A médica Bruna Alves Ribeiro, de 25 anos, nascida em Pontes e Lacerda e formada no Paraguai, participou do processo em 2025 e relata o peso financeiro e emocional do exame. “Assim como eu, muitos profissionais consideram injusta a correção da prova prática. Acaba sendo um processo bem desgastante. Além disso, o valor da taxa da prova prática, de cerca de R$ 4,1 mil, é muito elevado, sem contar os gastos com deslocamento, alimentação e hospedagem. Muitos profissionais não conseguem arcar com todos esses custos”, afirmou ela.
Atualmente, o Revalida é dividido em duas etapas eliminatórias: a primeira é uma prova teórica, composta por questões objetivas, e a segunda é uma avaliação prática de habilidades clínicas. O exame busca avaliar se o profissional possui conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício da medicina no Brasil.