Povo “vazando"...
Segundo as estimativas populacionais do IBGE para 2026, oito municípios do Oeste perderam moradores. Enquanto a região cresceu míseros 0,38%, Mato Grosso avançou 1,46%, quase quatro vezes mais. Jauru, uma de nossas cidades, puxou a fila da debandada, com 359 habitantes a menos. Quando falta emprego, renda e oportunidade, o cidadão não faz discurso: pega a mala e vai embora. E enquanto uns vão pela estrada, tem político que nem é daqui e continua prometendo desenvolvimento pela televisão. Tô fora!
Sem voz, sem vez
Se o Oeste perde gente e ainda cresce abaixo da média estadual, ficar sem representação política forte é quase pedir para ir pro fim da fila. Brasília e a Assembleia Legislativa não distribuem recursos por simpatia nem por caridade: quem tem voz, cobra; quem tem força, consegue; quem não tem, fica olhando o caminhão passar. Não adianta ter potencial, território e discurso bonito se, na hora de dividir o bolo, nossa fatia vira farelo. Eleição está aí, e talvez seja hora de escolher quem vai falar pelo Oeste quando as portas se fecharem. Vamos pra cima!
Voto daqui, cadeira de lá
O PT parece já ter escolhido onde colocar suas fichas para federal: Rosa Neide recebeu R$ 959,4 mil, enquanto James Cabral, candidato com base em Cáceres, míseros R$ 73,8 mil. Ele também não aparece entre os nomes citados nas pesquisas, enquanto Rosa desfila na parte de cima. E aí entra a velha matemática do voto proporcional: o eleitor aperta 13, o voto sai daqui e ajuda a eleger alguém lá do outro lado do mapa. Depois não adianta reclamar que o Oeste não tem representante. Quem entrega o voto de bandeja não pode se espantar quando o jantar é servido na mesa dos outros. Abre o olho, eleitor!
Partido manda, prefeito desmanda
Otaviano Pivetta (Republicanos) já colocou no bolso uma carta com apoio de 133 prefeitos, mas a procissão continua andando, inclusive com gente atravessando a rua dentro de partidos adversários. O comando partidário ameaça punição, cobra fidelidade e até ensaia falar em expulsão. O problema é que, a cada puxão de orelha, aparece mais um prefeito fazendo justamente o contrário. É bronca de um lado, adesão do outro. Desse jeito, vai faltar apito, megafone e até GPS partidário para localizar a turma. Em Mato Grosso, pelo visto, a fidelidade partidária está igual promessa de campanha: bonita no papel e difícil de encontrar na prática.
Acorda Oeste
O Oeste tá perdendo gente, força e, desse jeito, daqui a pouco perde até o banco da praça! Enquanto o povo pega a estrada atrás de emprego, político pega carona na promessa e partido faz conta. E nós, matuto véio, continuamos votando às cegas e depois procurando culpado debaixo da cama. Voto não é pamonha pra embrulhar em palha e jogar no mato: tem destino, peso e consequência! Acorda, Oeste! Representação não cai do céu, não vem no lombo de burro e muito menos chega de carona: é preciso escolher quem vai defender a região.