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18/08/2026 - 13:54

Carolina Joana da Silva: conheça a trajetória da pesquisadora que dedicou a vida ao Pantanal em MT

Por Cenário MT

Pesquisadores especializados em áreas úmidas ajudam a compreender como essas transformações acontecem e quais consequências podem surgir quando o equilíbrio ambiental é alterado.

A atuação de Carolina também envolvia a etnobiologia, área que estuda a relação entre seres humanos, culturas e biodiversidade.

Esse olhar permite compreender como comunidades tradicionais e populações locais utilizam, conhecem e interpretam o ambiente onde vivem.

Uma carreira que ultrapassou a sala de aula

Ao longo de sua trajetória, Carolina não ficou restrita às atividades de ensino.

Ela participou da formação de pesquisadores e continuou atuando em programas de pós-graduação.

Até o fim da carreira, era professora e orientadora em programas de pós-graduação da Unemat e da Rede Bionorte, contribuindo para a formação de novos profissionais ligados à ciência e ao meio ambiente.

Ela também presidia o Conselho da Reserva da Biosfera do Pantanal, reforçando sua atuação na discussão e preservação do bioma.

Esse conjunto de atividades ajuda a explicar por que sua morte é considerada uma perda importante para a ciência produzida em Mato Grosso.

Comunidades tradicionais do Pantanal - Entrelinhas Editora
(foto reprodução)
Carolina também deixou uma marca dentro da Unemat

A contribuição da pesquisadora não se limitou às pesquisas sobre o Pantanal.

Durante o período em que ocupou a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Carolina participou do processo de fortalecimento da estrutura científica da universidade.

A criação do Mestrado em Ciências Ambientais, em 2005, é um dos exemplos dessa fase.

A expansão dos programas de pós-graduação representa um efeito que vai muito além da própria universidade.

Quando um programa desse tipo é criado, ele passa a formar mestres, pesquisadores e professores, além de estimular novas pesquisas e projetos científicos.

Em outras palavras, parte da influência de uma pesquisadora pode continuar aparecendo durante décadas por meio das pessoas que ela ajudou a formar.
A professora, pesquisadora e ecóloga Carolina Joana da Silva, de 75 anos, morreu neste domingo (16), em decorrência de câncer no fígado. Considerada uma das principais referências científicas nos estudos sobre o
(foto reprodução)
Reconhecimento pela comunidade científica

A trajetória de Carolina Joana da Silva fez com que ela se tornasse uma referência em estudos relacionados ao Pantanal, às áreas úmidas e à biodiversidade.

A Unemat destacou, em nota de pesar, a contribuição da professora para a ciência e para a formação de pesquisadores em Mato Grosso.

 
A universidade também manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas e alunos.

O reconhecimento à pesquisadora ocorre justamente em uma área considerada estratégica para o estado: a produção de conhecimento sobre seus próprios recursos naturais.

Velório e sepultamento
Projeto da Unemat, sobre pássaros do Pantanal, é destaque no Jornal Hoje da Rede Globo – Ecoa
(foto reprodução) - O velório de Carolina Joana da Silva ocorre em Cuiabá, na Capela Santa Rita, até as 16h deste domingo.

O sepultamento ocorreu em Santo Antônio de Leverger, no domingo, 16.

A morte ocorre em um momento em que as pesquisas sobre o Pantanal ganham cada vez mais importância diante dos desafios ambientais enfrentados pelo bioma.

Uma vida dedicada a entender o Pantanal
Referência mundial em ecologia do Pantanal, Carolina Joana morre aos 75 anos em Cuiabá | HiperNotícias - Você bem informado
(foto reprodução) - A trajetória de Carolina Joana da Silva ajuda a mostrar que a preservação do Pantanal não depende somente de ações de fiscalização ou de políticas públicas.

Existe também um trabalho silencioso realizado dentro de universidades e centros de pesquisa: observar, estudar, registrar e tentar compreender como funciona um dos maiores sistemas de áreas úmidas do planeta.

Foi nesse campo que Carolina construiu sua carreira.

Durante décadas, ela ensinou estudantes, orientou pesquisadores, participou da expansão da pós-graduação em Mato Grosso e produziu conhecimento sobre biodiversidade e áreas úmidas.

Por isso, sua morte representa uma perda que ultrapassa o ambiente universitário.

 
Ciências da terra
 
Para Mato Grosso, fica o legado de uma cientista que ajudou a transformar o Pantanal em conhecimento científico, formando pessoas que continuarão estudando e defendendo o bioma.

Aos 75 anos, Carolina Joana da Silva encerra uma trajetória marcada pela pesquisa, pela educação e pela dedicação à compreensão da natureza de Mato Grosso. O trabalho que deixou, porém, permanece justamente onde a ciência costuma produzir seus efeitos mais duradouros: nos pesquisadores que ajudou a formar e no conhecimento produzido sobre o Pantanal.

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