Pesquisadores do Campos Lab, do Instituto de Biociências da UFMT, descobriram que o tomateiro consegue ajustar suas estratégias de defesa de acordo com a intensidade dos ataques sofridos. O estudo foi orientado pelo professor Marcelo Lattarulo Campos e publicado na revista Plant, Cell & Environment.
Para chegar aos resultados, a equipe simulou diferentes níveis de danos nas plantas, utilizando de um a dez ferimentos e acompanhando suas respostas ao longo do tempo. As análises avaliaram mudanças no metabolismo, nos hormônios, na atividade genética e em características visíveis das plantas.
O trabalho da UFMT mostra que, diante de ferimentos mais intensos, o tomateiro reorganiza suas prioridades para preservar a sobrevivência. A planta pode investir na cicatrização, produzir substâncias contra insetos e reforçar estruturas físicas, como os tricomas, revelando a complexidade dos mecanismos naturais de defesa.