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17/07/2026 - 07:46

Sexóloga: Não quer transar, não case! Sexo não é tudo no casamento, mas é 50% dele

Sexóloga Darla Miranda explica que a manutenção do desejo exige esforço ativo e quebra de estigmas

Por ANA CRISTINA VIEIRA DO REPÓRTERMT

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 (Crédito: Reprodução)
A rotina, o acúmulo de funções diárias e o passar dos anos costumam impactar diretamente a vida íntima das pessoas casadas. Para muitos casais, a convivência prolongada acaba transformando a relação amorosa em amizade, mas com um desgaste acentuado no desejo sexual. Em entrevista ao RepórterMT, a sexóloga Darla Miranda defendeu a intimidade conjugal.

"Não quer transar, não case! Porque a gente tem esse mito muito grande assim: 'aí, casou, você não vai ter relação sexual todos os dias e cai na rotina' e tal, mas a gente precisa entender que você está casado com um parceiro que envolve critérios sexuais. Sexo não é tudo num casamento, mas é 50% dele, porque se não tem sexo no relacionamento isso se torna amizade, se torna irmandade", salientou.


Um dos principais erros apontados pela especialista é a perda de hábitos simples de intimidade que não visam obrigatoriamente a penetração ou o ato sexual completo. Segundo ela, o beijo é um dos primeiros elementos a serem descaracterizados na rotina.
 
"O casal, quando ele tem já uma vida rotineira, já está muito tempo junto, o casal esquece do básico, do que ativava lá no começo: o beijo. O beijo agora é só uma condução para o ato sexual", observou.
 
Darla pontuou que, no início das relações, o contato físico ocorre de maneira mais espontânea, sem a cobrança de um desfecho específico.

"Quando a gente começa a se relacionar, não é assim. Você beija, aquela beijação e aquele fogo no beijo, aquele envolvimento. E nem sempre aquele beijo já está te levando para a parte sexual, às vezes só dá aquela atiçada mesmo", completou.

Ao resgatar práticas cotidianas sem a obrigatoriedade de se iniciar uma relação sexual imediata, o casal pode reconstruir a cumplicidade física de forma gradual.

"É uma coisa muito simples e que, se os casais voltarem a praticar fora desse critério do ato sexual, o fogo começa a surgir de novo de uma forma diferente. Agora não é mais aquele fogo da paixão, é um fogo mais maduro, um fogo mais firme, onde já se tem consciência de para onde vai chegar". 

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