Na postagem a médica contou o que passou em quatro dias de internação na rede privada. Ela começa destacando que o convênio negou sua consulta e internação por cerca de 6 horas, por causa de uma fatura que a médica afirmou que está paga.
Segundo Mariana, durante todo o período que ficou internada, não foi examinada nenhuma vez. Afirmou, também, que não foi colocada uma pulseira de identificação nela.
Após 12 horas de internação, sem realizar nenhum exame ou avaliação pré-anestésica, ela foi para a mesa de cirurgia. Após o procedimento, ela não passou por qualquer avaliação laboratorial.
A pediatra disse que ficou com dores por três dias, sem nenhuma assistência, e apenas no dia da alta uma enfermeira levou a sério a queixa dela.
Ela também se queixou da dieta, que deveria ter sido sem gordura e sem leite, e da equipe desfalcada, o que acabou sobrecarregando as enfermeiras e motivou uma falha na aplicação da medicação.
A médica ainda afirmou que, em 11 anos de carreira no SUS, nunca viu nada parecido. Na postagem ela também disse que, por ser médica, percebeu vários detalhes de como não foi atendida como deveria e questionou o que pode acontecer com pacientes que não possuem o mesmo conhecimento.
“Eu sou privilegiada. Tenho formação, acesso e conhecimento para questionar, entender e insistir quando algo parece errado. Mas e quem não tem? (...) Hoje eu estou grata por estar me recuperando.
Mas também estou indignada. Porque ninguém deveria precisar lutar tanto para receber o cuidado que merece. Então, sim. Viva o SUS. Defendam o SUS. E defendam também o acesso à informação”.