O Governo do Brasil lançou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027, que destina cerca de R$ 525 bilhões à agricultura empresarial. Apesar do acréscimo de R$ 9 bilhões em relação à safra anterior, o valor segue abaixo do que era esperado pelo presidente interino da Associação dos Produtores de Soja e Milho do país (Aprosoja Brasil), Lucas Beber.
Em um vídeo publicado nessa segunda-feira (29), Beber chegou a falar sobre suas expectativas de um Plano Safra com aporte nominal maior que R$ 600 bilhões.
"O ideal é que viesse acima dos R$ 650 bilhões e também com juros na casa de um dígito, o que seria muito positivo. Porém, nós temos que nos ater a alguns aspectos: ano passado, mesmo com o aumento nominal, na prática, considerando a inflação, ele veio 2% menor e diminuiu aquilo que chegou na ponta, ou seja, muitos produtores não conseguiram acessar. Quanto aos recursos controlados, somente 30% era do aporte. O restante era juros livres de mercado. Nós esperamos que esse ano haja um aporte maior para juros controlados também, porque nós temos que pensar no atual momento delicado que o setor passa", afirmou Beber.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, do total, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização, com o objetivo de garantir recursos para despesas essenciais da produção agropecuária, como a aquisição de insumos, a condução das lavouras, a manutenção dos rebanhos e a comercialização da produção.
Outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados aos investimentos, apoiando a modernização produtiva, a ampliação da capacidade de armazenagem, a irrigação, a inovação tecnológica, a renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.