O Dia Nacional do
Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho pela primeira vez no Brasil, marca o reconhe-cimento da
neurodiversidade e amplia o debate sobre os direitos das pessoas com
Transtorno do Espectro Autista (TEA). A data também homenageia a
dedicação das famílias que enfrentam diariamente os desafios do diagnóstico e do acompanhamento especializado.
Em Mato Grosso,
mais de 41 mil pessoas possuem diagnóstico de TEA, segundo dados do IBGE. Para milhares de famílias, especialmente no interior, a busca por atendimento ainda é marcada por longas filas, falta de especialistas e dificuldades para acessar terapias essenciais ao desenvolvimento e à qualidade de vida das pessoas autistas.
Defensor da causa,
Irajá tem chamado atenção para a necessidade de fortalecer as políticas públicas voltadas à saúde, educação e assistência social.
“Quando falamos de autismo, não estamos falando apenas de números. Estamos falando de crianças, jovens, adultos e famílias inteiras que precisam ser acolhidas com dignidade. A verdadeira cidadania acontece quando o direito que está no papel vira atendimento na ponta”, afirmou.

Ao longo dos últimos anos,
Irajá tem defendido a ampliação dos serviços especializados, o diagnóstico pre-coce, a estruturação da rede de atendimento e melhores condições de inclusão escolar. Para ele, a criação do
Dia Nacional do Orgulho Autista deve servir como um chamado à ação para que nenhuma família, espe-cialmente as do interior, fique sem o suporte necessário para garantir desenvolvimento, autonomia e dignidade às pessoas
neurodivergentes.