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16/06/2026 - 17:08

Jovem lançada de 40 metros em salto sem corda respirava e tinha pulsação após a queda, diz enfermeira

Enfermeira que tentou socorrer Maria Eduarda relata momentos após a tragédia. Três responsáveis pela atividade de rope jump estão presos preventivamente

Por Repórter MT

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 (Crédito: Reprodução)
A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada sem os equipamentos de segurança de uma altura de 40 metros durante a prática de rope jump (salto de corda) em Limeira, no interior de São Paulo, ainda apresentava pulsação logo após atingir o chão. A informação foi dada por uma enfermeira que estava no local como turista e prestou os primeiros atendimentos à vítima.

A profissional de saúde, Rayza Dias relatou, em entrevista ao Domingo Espetacular, que o ponto da queda foi de difícil acesso, realizado por meio de uma ribanceira íngreme. Segundo o relato, a vítima apresentava respiração ofegante, pupilas dilatadas e pulsação fraca no momento do socorro.
 
Os procedimentos de reanimação foram iniciados na tentativa de estabilizar a jovem, mas o óbito foi constatado ainda no local, antes do encaminhamento ao hospital.

O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia de Limeira como homicídio com dolo eventual, modalidade em que se assume o risco de produzir o resultado morte.
 
A Justiça converteu em preventiva a prisão de três homens apontados como responsáveis pela atividade: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor De Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra.
 
Morte em rope jumping: presos não explicam por que jovem caiu | G1

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Militar, dois funcionários da empresa responsável pela atração estavam junto à vítima quando o socorro técnico chegou, mas fugiram em direção a uma área de vegetação no momento em que a equipe policial se afastou para apoiar o resgate.

Investigações preliminares, baseadas em depoimentos de testemunhas e em um vídeo anexado ao inquérito policial, apontam que houve falha grave no procedimento de segurança. As imagens analisadas pelos investigadores demonstram que os operadores ergueram e lançaram a jovem da ponte sem que a corda de sustentação estivesse conectada ao corpo da vítima, resultando em uma queda livre direta até o solo.

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