Deputados estaduais rejeitaram a proposta do pré-candidato ao governo, senador Wellington Fagundes (PL), que afirmou que as obras do Parque Novo Mato Grosso serão paralisadas caso ele seja eleito em outubro deste ano para comandar o Estado. Os parlamentares discordaram da medida, anunciada por Wellington sob a justificativa de remanejar os recursos para a construção de casas.
Correligionário de Wellington, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) se mostrou contra a medida. Ele destacou que o Estado tem recursos em caixa para, ao mesmo tempo, tocar as obras do parque e investir em habitação. “Acho que não se deve parar uma obra que está a passos largos, caminhando, porque o Estado tem condições de fazer as duas coisas. Nós temos hoje em caixa bilhões de reais que podem ser usados e devem ser usados na habitação e no saneamento também”.
Líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado Dilmar Dal Bosco (União), além de descartar a ideia, teceu duras críticas ao senador. “Ele nunca foi gestor. Ele não sabe o que é fazer uma gestão, trabalhar com seriedade, sendo um governo com eficiência de gestão. Ele sempre foi legislador”, disparou o parlamentar.
Dilmar ainda lembrou do histórico de Wellington que, segundo ele, teve forte influência no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Mato Grosso. “Ele sempre mandou no DNIT, por muito tempo, no governo do PT, mandando em diretoria, mandando em todo o estado, no Brasil inteiro praticamente”.
Na avaliação do líder do Governo, o parque ajuda a vender o turismo de Mato Grosso. “Qualquer evento que se faz no Parque Novo Mato Grosso lota os hotéis em Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, movimentando a nossa economia local”.
Já o deputado Júlio Campos (União) entende que a intensificação dos investimentos em saneamento e habitação podem ser feitos a partir do ano que vem. “O Parque Novo Mato Grosso é uma realidade. Já está praticamente sendo concluído. Há uma promessa do MT-Par de que até final do ano todas as obras serão concluídas. Por isso, tem que terminar a obra e, a partir do ano que vem, priorizar o saneamento básico no orçamento”.