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09/06/2026 - 14:45

"Quem fez pedalada foi Emanuel que omitiu R$ 400 mi em dívida"

Secretário voltou a rebater acusações feitas por Amauri Monge sobre ‘pedalada fiscal’ na Educação

Por GIORDANO TOMASELLI/MídiaNews

Yasmin Silva/MidiaNews

 (Crédito: Yasmin Silva/MidiaNews)
O secretário de Economia de Cuiabá, Marcelo Bussiki, voltou a rebater as declarações do ex-secretário de Educação, Amauri Monge, que acusou a gestão Abilio Brunini (PL) de ter cometido ‘pedalada fiscal’ ao fazer remanejamento de recursos da Educação para outra pasta.

Segundo Bussiki, a Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê que a administração pode fazer a execução financeira e deixar resto a pagar para o ano seguinte, o que não é classificado como ‘pedalada’. De acordo com o secretário, Amaury “confundiu os termos”.


“Restos a pagar ocorrem em toda e qualquer Prefeitura ou Governo do Estado, inclusive na educação, em 2022, 2023 e 2024 ocorreram restos a pagar e isso é corriqueiro de uma gestão pública. O secretário Amaury acabou confundindo os termos, usando indevidamente a questão de pedalada, quando na verdade são restos a pagar”, afirmou à imprensa.
 
“Isso de fato ocorreu em relação à Educação. Esses restos a pagar já estão sendo regularizados, mais R$ 36,5 milhões já foram pagos pela administração e outros vão ser organizados dentro do fluxo de pagamento, até porque trocou de secretário”, completou.

Recentemente, Abilio apontou possíveis irregularidades na compra de materiais didáticos realizada durante gestão de Amaury na Pasta, no montante de R$ 80 milhões.
 
Comparação com gestão passada
 
Bussiki ainda criticou a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), que acusou de ter cometido pedaladas fiscais ao omitir cerca de R$ 400 milhões em despesas no balanço financeiro na transição, o que só foi descoberto após o início da gestão Abilio.
 
 
"Um exemplo claro disso foi a gestão anterior, que deixou de empenhar quase R$ 400 mi. Isso é pedalada"
 
“Pedalada é quando você omite informações no balanço. Um exemplo claro disso foi a gestão anterior, que deixou de empenhar quase R$ 400 milhões. Isso é pedalada. Aí você acaba maquiando, acaba não refletindo a realidade”, afirmou.
 
O secretário ainda associou a dificuldade da capacidade de investimento da Prefeitura devido ao montante da dívida deixada pela gestão Emanuel.
 
“Essa ausência da capacidade de investimento ocorre devido ao alto grau de endividamento e despesas que a gestão passada comprometeu. A dívida chegou a 1 bilhão de reais quando a gente recebeu a prefeitura, porque nos últimos oito anos a despesa foi maior que a receita”.
 
“Não consegue quitar ainda a dívida [este ano]. Tem muita dívida para a prefeitura de Cuiabá, é um trabalho que a gente vai realizar este ano, ano que vem e até o quarto ano da gestão Abilio”, encerrou.

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