Por Vitor Hugo Batista/Folha de S. Paulo
"Receita azul, branca e amarela no precinho." "Atestado médico 100% válido." "Sou médico e vendo atestados verdadeiros de quanto tempo você precisar."
Anúncios como esses aparecem de forma aberta no X (antigo Twitter) e direcionam usuários para grupos no WhatsApp e no Telegram onde receitas médicas e atestados falsos são vendidos por valores a partir de R$ 40 para todo o país.
Ao menos 31 perfis que anunciam o serviço estão ativos no X, segundo levantamento de Ergon Cugler, pesquisador da FGV (Fundação Getulio Vargas) e integrante do DesinfoPop (Laboratório de Estudos sobre Desordem Informacional e Políticas Públicas).
Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que tanto quem vende como quem compra esses documentos pode responder criminalmente. Compradores correm os riscos associados à automedicação, além de demissão por justa causa.