Indignações sobre gastos públicos em Cáceres (225 km de Cuiabá) e valores considerados “pífios” destinados por parte de deputados estaduais por meio das emendas impositivas levaram vereadores petistas e bolsonaristas a reclamarem durante a sessão da última segunda-feira (1° de junho). Jerônimo Gonçalves (PL) e Cézare Pastorello (PT) se uniram na tribuna para desabafar.
Tudo começou quando o liberal comentava sobre gastos exorbitantes por parte da gestão da prefeita Eliene Liberato (Podemos) em eventos de inaugurações e a falta do mesmo investimento na causa animal. “Se parar de gastar dinheiro com inaugurações sobra suficiente para manter um programa de proteção animal da cidade. É muito simples, mas tem que cortar na pele, mas aí não vai aparecer na mídia, não dá popularidade”, ironizou.
Em seguida, o petista pediu um aparte para reclamar junto. “As pessoas amanhã vão dizer PT e PL juntos”, brincou. Em seguida, citou alguns exemplos. “Eu coaduno da mesma indignação de saber que na inauguração da Rua Membeca tá cheio da buraco, inclusive com parte que nem terminou de fazer ainda. Na inauguração foi gasto mais de R$ 30 mil em um ato de poucas horas”, criticou.
MIGALHAS
Ainda indignado, ele mencionou a entrega de uma ambulância. “Na entrega de uma ambulância, em frente a UPA foi locado um som para 10 mil pessoas por R$ 8,9 mil. Na frente da UPA você não pode nem falar alto, nem buzinar, porque é área hospitalar. Uma JBL que a gente usa pra tomar cerveja seria suficiente caso fosse necessário. Eu mesmo poderia ter cedido. E eu tô falando só o som, sem palco e cobertura”, disparou.
retorno financeiro, conforme denúncias apuradas, emendas destinadas a institutos desconhecidos, e quando esses cevadores de Cáceres veem a população se organizar para eleger representantes daqui, como Valdeniria, eu, começam os ataques”, disparou.
O petista afirmou ainda que os políticos nunca contribuíram com nada para o desenvolvimento do município, mas estariam utilizando a estrutura de cargos para atacar ele e a colega. Apesar de não citar nomes, Pastorello fez referência a uma emenda de R$ 150 mil do presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), voltada a ações de castração de pets.
“A gente não pode ficar na dependência de emenda porque é aquela ceva, vou levar um dinheirinho e poder encher a boca e dizer que ninguém nunca fez nada pelos animais em Cáceres. R$ 150 mil num universo de R$ 30 milhões não é nada. Ah mas, o deputado nem daqui de Cáceres é? Qual o recado passado para a sociedade? Que Cáceres tem que ter um deputado. Cáceres vai continuar recebendo migalhas enquanto depender de representação de fora”, encerrou.