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01/06/2026 - 11:21

Polícia conclui inquérito e aponta que advogada tirou a própria vida em Cuiabá

Após meses de investigação e nova necropsia, DHPP concluiu que não há indícios de participação de terceiros.

Por VINÍCIUS ANTÔNIO DO REPÓRTERMT

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 (Crédito: Reprodução)
A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito que investigava a morte da advogada Viviane Fidélis, de 30 anos, encontrada morta em setembro de 2025, em Cuiabá. A Polícia Civil informou que o procedimento foi encerrado no início deste mês com o entendimento de que Viviane cometeu suicídio. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) no dia 4 de maio, órgão responsável pela análise final e eventual manifestação pelo arquivamento do caso.

Conforme a Polícia Civil, durante a investigação foram ouvidas testemunhas, realizadas perícias no local, além de levantamentos complementares, análise do celular da vítima e outras diligências. Segundo a corporação, ao longo da apuração “não se apurou qualquer dado que comprove que a morte da vítima ocorreu por ação de terceiro”.

Viviane de Souza Fidélis foi encontrada morta na noite do dia 17 de setembro do ano passado, dentro do apartamento onde morava, no Residencial Acácia, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. O corpo estava no banheiro do imóvel, com um cinto amarrado ao pescoço e preso a um acessório do local.

Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio. Dias depois, diante de questionamentos apresentados pela família da advogada, a DHPP instaurou inquérito e o procedimento passou a ser registrado como “morte a esclarecer”.

O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e mobilizou familiares e amigos, que passaram a contestar publicamente a hipótese de que a vítima havia atentado contra a própria vida. Uma página criada na internet acompanhou o andamento das investigações e levantou questionamentos sobre a preservação da cena, os laudos periciais e a condução do caso.


O Ministério Público chegou a solicitar uma nova necropsia no corpo da advogada.

O segundo exame, realizado posteriormente pelo Instituto Médico Legal (IML), foi considerado inconclusivo, classificando o caso como “morte violenta a esclarecer”. Ainda assim, a Polícia Civil manteve o entendimento final apresentado no inquérito concluído neste mês.

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