Casos de cobranças consideradas abusivas em contas de água têm aumentado a preocupação em Mato Grosso. Diante das denúncias registradas em diferentes municípios, Irajá Lacerda defende uma atuação urgente das concessionárias, dos serviços municipais, dos Procons e das agências reguladoras para proteger os consumidores. Segundo ele, milhares de famílias vêm sendo surpreendidas com valores muito acima da média de consumo, muitas vezes sem explicação clara e sem oportunidade adequada de contestação. “Água não é luxo, é um direito básico, e o cidadão não pode ser penalizado injustamente”, afirma Irajá.
Em Sinop, relatos de moradores reforçam a gravidade da situação. A desempregada Rosângela Pereira afirma que, após quitar duas faturas que somavam R$ 542,34, passou a receber cobranças de R$ 2.171,94 e, posteriormente, de R$ 5.652,24. Já Bruna Cristiane Engster conta que deixou o apartamento fechado por dois meses, com registro e cavalete desligados, mas mesmo assim recebeu uma conta de R$ 1.526,39 e teve o fornecimento cortado. Outra moradora, Arlite de Aquino Brasil, relata que suas contas, que antes ficavam em torno de R$ 85, saltaram para mais de R$ 600 sem que fosse identificado qualquer vazamento no imóvel.
A preocupação também é reforçada por decisões recentes da Justiça de Mato Grosso, que têm reconhecido irregularidades em cobranças muito acima da média histórica dos consumidores sem comprovação técnica adequada. Em alguns casos, concessionárias foram obrigadas a refaturar contas, corrigir valores e indenizar moradores prejudicados por cortes indevidos no abastecimento. Para Irajá, o aumento de reclamações em cidades como Sinop, Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres demonstra que o problema exige uma resposta coordenada em todo o estado. Ele defende maior fiscalização, transparência nos serviços públicos e respeito ao consumidor mato-grossense.