Olha a chuva
Foi só a chuva “apertá” um tiquinho que a obra abriu mais buraco que estrada de fazenda. O asfalto derreteu ligeiro demais, mostrando que o serviço foi feito mais na conversa fiada do que no capricho. Aqui é daquele jeito: tampa hoje, abre amanhã. E o povo segue desviando dos buracos, igual cabrito fugindo de cerca.
Contratinho de ouro
O contrato de R$ 670 mil feito na secretaria de assistência social nem esfriou e já virou assunto na cidade toda. O povo tá desconfiado mais que cachorro quando vê caminhão de mudança. Em Cáceres, investigação parece correr mais rápido que obra pronta.
Água que some, conta que aparece
A água vive desaparecendo sem avisar. Já a conta chega certinha, firme igual cobrador em porta de venda. A resposta é sempre a mesma: “Estamos verificando.” E o povo verifica também... o balde vazio, a água suja na torneira e a e a paciência acabando.
Cadê o cascalho, minha gente?
E o tal do cascalho que o povo tanto espera? Até agora nada. Qual vai ser a desculpa da vez? Porque quando é pra promessa, aparece caminhão cheio. Mas na hora de arrumar estrada e tapar buraco, o cascalho some mais rápido que carne em panela de peão. O povo quer saber: cadê o cascalho?
Lei do silêncio versão exagerada
Tem fiscalização tratando boteco como se fosse igreja em hora de missa. O povo só queria cantar um modão antigo e tomar uma gelada em paz, mas agora até pra desafinar parece que precisa autorização carimbada.
Iptu x Protestos
Quase um milhão gasto em protestos de IPTU, e ainda dizem que parte dessa arrecadação vai parar no carnaval, porque prioridade, ao que parece, é entretenimento com dinheiro público. O contribuinte paga, reclama e financia o próprio enredo: mais burocracia, menos retorno e muita fantasia de gestão eficiente em desfile permanente. No fim, arrecada-se pesado, entrega-se leve e ainda sobra festa. Você, cidadão, concorda?
Prefeitura no modo ‘calma aí’
A gestão tá naquele ritmo de carro velho subindo morro: faz barulho, mas quase não anda. Tudo tá sendo “analisado”. E analisa tanto que o problema envelhece antes da solução chegar.
Hospital Regional
No regional, trocar diretor já virou costume. Sai um enrolado, entra outro mais atrapalhado ainda. Agora apareceu conversa de servidor participando de licitação e depois aparecendo ligado à empresa vencedora. Dizem que é coincidência… e eu sou piloto de foguete.
Resumo da Ópera
Cáceres tá parecendo peneira velha: é buraco pra todo lado, água sumindo, contrato brotando e promessa voando no vento. A prefeitura fala “vamo vê”, o povo fala “ô trem ruim” e a solução mesmo tá mais escondida que tatu em barranco. Dizem por ai que a prefeita não manda mais nada, que o vice apita mais que chalana no rio Paraguai, que ele montou um “grupinho” e tomou conta da gestão... Será? Enquanto ela brinca no tik tok, as aves de rapina estão faturando... Será?