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07/05/2026 - 17:24

Centro Acadêmico de Direito denuncia criação de lista de “estupráveis” entre estudantes da UFMT

Mensagens com teor misógino circularam em grupos de alunos; instituição diz que já adotou medidas para apurar o caso

Por Thiago Novaes/RepórterMT

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 (Crédito: Reprodução)

O Centro Acadêmico de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) denunciou a circula-ção de mensagens em que estudantes discutiam a criação de uma lista classificando alunas como “estupráveis” e faziam referências à intenção de violência contra colegas. A universidade informou que instaurou um processo administrativo disciplinar para apurar os fatos e identificar os envolvidos.

O caso veio à tona nessa terça-feira (5), após o Centro Acadêmico emitir uma nota de repúdio.

O Centro Acadêmico de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) denunciou a circulação de mensagens em que estudantes discutiam a criação de uma lista classificando alunas como “estupráveis” e faziam referências à intenção de violência contra colegas. A universidade informou que instaurou um processo administrativo disciplinar para apurar os fatos e identificar os envolvidos.

O caso veio à tona nessa terça-feira (5), após o Centro Acadêmico emitir uma nota de repúdio.
Segundo o diretório estudantil, as conversas ocorreram em aplicativos de mensagens e envolveram alunos do curso de Direito e de outras graduações. O grupo classificou o conteúdo como extremamente grave e afirmou que não se trata de “brincadeira”, mas de banalização da violência sexual e objetificação de mulheres.

“Tais manifestações não podem ser tratadas como 'brincadeira', tampouco relativizadas. Ao contrário, configuram a banalização da violência sexual e a objetificação de mulheres, reforçando uma cultura que historicamente legitima práticas de violência de gênero”, diz trecho da nota.
 
Em nota oficial, a UFMT informou que já adotou as providências cabíveis e reforçou que “repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos”.
 

A universidade destacou ainda que a Faculdade de Direito instaurou procedimento administrativo disciplinar, que seguirá conforme a legislação vigente e as normas institucionais.

O Centro Acadêmico também afirmou que irá acompanhar a apuração do caso junto às autoridades competentes e cobrou medidas para garantir a segurança das estudantes.

Além disso, a entidade apontou que o episódio ocorre em meio a relatos recentes de assédio dentro da universidade, defendendo que situações desse tipo sejam tratadas com rigor para evitar a repetição de condutas semelhantes. A nota também relembra o caso de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, que foi encontrada na área da Associação Atlética Master, nos fundos do campus.

“Também é necessário situar os fatos no contexto mais amplo e preocupante que a universidade vem enfrentando recentemente, com diversos relatos de assédio. Soma-se a isso o fato de que, no ano passado, uma mulher, Solange, foi estuprada e assassinada dentro do próprio campus, evidenciando a gravidade concreta da violência de gênero em nosso espaço universitário.”

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