O Presidente da Câmara Municipal de Cáceres, vereador Flávio Negação - MDB, torna público o presente manifesto acerca dos recentes acontecimentos e seus desdobramentos relacionados à recondução ao cargo da vereadora Magaly (PP).
"Nos últimos dias, acompanhei atentamente as manifestações sobre a retomada de mandatos de alguns vereadores e os questionamentos apresentados.
Antes de qualquer questão jurídica, reafirmo: o respeito às mulheres é um valor permanente, não circunstancial.
Mulheres merecem reconhecimento, voz e igualdade real em todos os espaços. Minha atuação sempre foi guiada por esse princípio, sem distinção de gênero ou posição política. Respeitar é agir com equilíbrio, escuta e responsabilidade em todas as decisões.
Como Presidente da Câmara, sempre pautei minhas ações pelo respeito a todos os parlamentares. Cada posicionamento é considerado de forma legítima, independente de ideologia ou gênero. Nunca houve qualquer decisão que tivesse como base desrespeito ou diferenciação contra mulheres. O compromisso sempre foi com o diálogo, a justiça e o tratamento igualitário. Vale lembrar que a primeira secretária da chapa que disputei a presidência é a vereadora Elis enfermeira - PL.
Esse é o padrão que sustenta minha conduta pública. As decisões tomadas foram institucionais, técnicas e fundamentadas na legalidade. Não se pode confundir um debate jurídico com uma questão de gênero. Misturar esses campos enfraquece pautas sérias e desvia o foco do que realmente importa.
A luta das mulheres exige responsabilidade, verdade e respeito aos fatos.
Cada questão deve ser tratada dentro do seu devido contexto. Na situação mencionada, a vereadora realizou a leitura de um texto previamente preparado. Mesmo ultrapassando o tempo regimental, foi permitido que concluísse sua fala. Essa decisão demonstrou respeito à parlamentar e ao seu direito de manifestação.
O tratamento dado foi isonômico, baseado no respeito institucional. Não há espaço para distorções que confundam procedimentos com outras questões. Defendo plenamente os direitos das mulheres e seu protagonismo na vida pública.
Sempre busquei estar ao lado delas, garantindo espaço e condições para o exercício do mandato.
No entanto, é preciso coerência: igualdade de direitos não pode significar tratamento diferenciado em casos específicos.
Não se podem misturar temas distintos para sustentar narrativas equivocadas. Respeitar as mulheres também é preservar a verdade e a seriedade das pautas que lhes dizem respeito."