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15/04/2026 - 18:21

Universitários são barrados em hospital e podem ficar sem se formar em Cáceres

Por Folha 5

Divulgação

 (Crédito: Divulgação)
Acadêmicos do último semestre de Enfermagem da Universidade do Estado de Mato Grosso vivem um verdadeiro drama após serem impedidos de acessar o Hospital Regional de Cáceres para realização de estágio obrigatório, etapa essencial para a conclusão do curso.

A situação teria sido provocada pela quebra de um convênio histórico entre a universidade e a unidade hospitalar, hoje administrada por uma empresa terceirizada. Sem acesso ao campo de prática, cerca de 30 estudantes correm risco real de não conseguirem colar grau.

Em nota de repúdio, os alunos afirmam que a decisão pegou todos de surpresa e compromete diretamente uma trajetória construída ao longo de mais de quatro anos. Eles classificam a medida como desrespeitosa e apontam prejuízos não só acadêmicos, mas também ao próprio sistema público de saúde.

O convênio entre as instituições, segundo os estudantes, existe há mais de duas décadas e sempre foi peça-chave na formação de profissionais e no fortalecimento do atendimento hospitalar na região.

Agora, o bloqueio estaria interrompendo uma relação consolidada e deixando os futuros enfermeiros sem alternativa imediata para cumprir o estágio supervisionado, exigido por lei.

Os acadêmicos cobram uma solução urgente e exigem a retomada do acordo, alertando que a situação pode atrasar formaturas e gerar impactos em cadeia, inclusive na oferta de profissionais para o próprio sistema de saúde.

Veja a nota:

NOTA DE REPÚDIO

Os acadêmicos da Turma XXVII do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) vêm, por meio desta, manifestar seu veemente repúdio à decisão que resultou na quebra do convênio institucional estabelecido entre a universidade e o Hospital Regional de Cáceres Dr. Antônio Fontes, atualmente sob administração da empresa AGIR, a qual vem impedindo o acesso dos estudantes ao campo de prática para o cumprimento do Estágio Curricular Supervisionado II.

Tal medida compromete diretamente a formação acadêmica de aproximadamente 30 estudantes que se encontram no último semestre do curso, impossibilitando a conclusão de uma etapa obrigatória e essencial para a obtenção do grau de enfermeiro. Trata-se de uma decisão que desconsidera não apenas o percurso formativo dos discentes, mas também a relevância histórica e institucional dessa parceria.

É importante destacar que o convênio entre as instituições perdura há mais de 25 anos, sendo fundamental para a consolidação do ensino, pesquisa e extensão na região. Ao longo desse período, o Curso de Enfermagem contribuiu significativamente com o hospital por meio do desenvolvimento de projetos de extensão, participação em eventos como a Semana de Enfermagem e oferta de atualizações e capacitações para os profissionais da instituição, fortalecendo o sistema público de saúde local.


O impedimento da entrada dos acadêmicos configura, ainda, uma violação ao princípio de prioridade de cooperação entre instituições públicas, além de gerar prejuízos irreparáveis à formação profissional, à assistência em saúde e à sociedade como um todo.

É profundamente lamentável que, após quatro anos e meio de dedicação, compromisso e investimento pessoal, os acadêmicos sejam surpreendidos por uma decisão que interrompe abruptamente seu processo formativo, adiando sonhos e comprometendo trajetórias construídas com esforço e responsabilidade.

 
É importante destacar que o convênio entre as instituições perdura há mais de 25 anos, sendo fundamental para a consolidação do ensino, pesquisa e extensão na região. Ao longo desse período, o Curso de Enfermagem contribuiu significativamente com o hospital por meio do desenvolvimento de projetos de extensão, participação em eventos como a Semana de Enfermagem e oferta de atualizações e capacitações para os profissionais da instituição, fortalecendo o sistema público de saúde local.

O impedimento da entrada dos acadêmicos configura, ainda, uma violação ao princípio de prioridade de cooperação entre instituições públicas, além de gerar prejuízos irreparáveis à formação profissional, à assistência em saúde e à sociedade como um todo.

É profundamente lamentável que, após quatro anos e meio de dedicação, compromisso e investimento pessoal, os acadêmicos sejam surpreendidos por uma decisão que interrompe abruptamente seu processo formativo, adiando sonhos e comprometendo trajetórias construídas com esforço e responsabilidade.

 
Diante disso, exigimos a imediata revisão dessa decisão, com a retomada do convênio e a garantia do direito dos estudantes ao cumprimento de seu estágio obrigatório, assegurando a continuidade de sua formação e o respeito à história dessa parceria institucional.

Cáceres – MT, 14 de abril de 2026.

Acadêmicos da Turma XXVII

Curso de Enfermagem – UNEMAT
 
 

 
 

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2 comentários

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  • por Juca pantaneiro , em 15.04.2026 às 21:27

    Essa Unemat é uma piada pronta... com bilhões de recursos próprios e nada faz para os alunos. Mas continua um seleto ninho de esquerdistas caviar.

  • por O povo, em 15.04.2026 às 21:15

    Pra sanar esses problemas e só a UNEMAT criar um hospital ou clínica acadêmica para estagiar os alunos

 
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