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04/04/2026 - 15:08

Justiça mantém tornozeleira em assassina de gatos após sucessivas quebras de regras

Defesa alegou crises de ansiedade para retirar equipamento, mas desembargador Orlando Perri destacou histórico de rompimento e falta de sinal

Por Repórter MT

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 (Crédito: Reprodução)
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou, por unanimidade, o pedido de retirada da tornozeleira eletrônica de Larissa Karolina Silva Moreira, de 29 anos, investigada pela morte em série de gatos em Cuiabá. A decisão, publicada nesta quarta-feira (1º), ocorre após a suspeita acumular uma sequência de violações, que incluem o rompimento do equipamento e deslocamentos para áreas não autorizadas.
A defesa da investigada tentou substituir o monitoramento eletrônico pelo comparecimento mensal em juízo, alegando que Larissa sofre de crises de ansiedade e dificuldades para trabalhar. No entanto, o relator do caso, desembargador Orlando de Almeida Perri, rejeitou os argumentos, classificando as provas sobre o quadro psicológico como "frágeis".

"Admitir a simples substituição implicaria enfraquecer o controle judicial. O reiterado descumprimento das condições constitui elemento suficiente para evidenciar risco concreto de frustração das medidas cautelares", pontuou o magistrado em seu voto.
 
Larissa Moreira tornou-se alvo da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) em junho de 2025. O caso veio à tona após uma ONG de proteção animal denunciar que a suspeita e seu companheiro adotavam felinos e, em seguida, desapareciam sem dar notícias sobre o paradeiro dos bichos.
 
Durante as investigações, a Polícia Civil foi até a residência de Larissa, no bairro Porto, onde encontrou um lençol com sangue e rações, mas nenhum gato vivo. Informações apontavam que um dos animais adotados teria sido morto e descartado em um terreno baldio próximo à casa da investigada.

Prazo de 24 horas
Com a manutenção da medida pelo TJMT, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) reforçou a necessidade de controle rigoroso e pediu que a acusada reinstale o equipamento de monitoramento no prazo máximo de 24 horas. Caso a ordem seja novamente descumprida, a Justiça poderá revogar a liberdade provisória e decretar a prisão preventiva da investigada.

 
 
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