A recente fala do governador Mauro Mendes sobre um cenário econômico pessimista para o Brasil em 2027 provocou reações irônicas nos bastidores políticos e nas redes sociais. Para críticos, chama atenção o contraste entre o tom categórico das projeções nacionais e a dificuldade prática do gestor em cumprir previsões locais, especialmente no caso das obras do BRT em Cuiabá, que já acumula sucessivos adiamentos e promessas não concretizadas.
A avaliação que circula entre analistas e agentes políticos é de que há um excesso de confiança retórica desconectado da realidade administrativa. Afinal, quem não consegue cravar a própria agenda de entregas — mesmo após múltiplas revisões — parece assumir um risco elevado ao tentar antecipar o futuro da economia brasileira. No fim, a crítica que ecoa é simples: antes de projetar o país de amanhã, talvez fosse prudente acertar o cronograma de hoje.