A juíza da 10ª Vara Cível de Cuiabá, Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, bloqueou bens e imóveis até o valor de R$ 1,4 milhão de uma suposta quadrilha de golpistas suspeitos de pirâmide financeira nos estados de Mato Grosso e de Goiás. Pessoas físicas e jurídicas ligadas a Rhanna Barros Martins - Rhanna Barros Martins Ltda, Jefferson Rodrigo Barros de Sousa, Barros e Barros Consultoria J. R. B. de Sousa & Cia Ltda. e Bernardete Gonçalina de Barros -, teriam feito vítimas em ambos os Estados. Uma delas ingressou com um processo no Poder Judiciário de Mato Grosso, revelando um prejuízo de R$ 1,4 milhão.
Segundo revela a vítima, os golpistas “prometiam” altos retornos na comercialização de commodities agrícolas (soja e milho) da ordem de 11% ao mês. Mesmo “investidores novatos” sabem que tais taxas de retorno mensais em aportes de negócios só são possíveis em investimentos de alto risco. “[Diz] ter sido vítima de um esquema fraudulento de investimento na comercialização de commodities agrícolas (milho e soja), sob a promessa de rendimentos mensais em torno de 11% e garantias verbais de segurança do capital, defende que o investimento possui características de pirâmide financeira”, diz trecho do processo.
A vítima conta ainda que chegou a receber no início os rendimentos prometidos, porém, em pouco tempo, eles deixaram de ser repassados. Os suspeitos de pirâmide financeira foram questionados sobre a quebra do acordo, mas "fizeram à egípcia". “Após período inicial de pagamentos regulares, os repasses cessaram, passando os requeridos a apresentar justificativas inconsistentes, relacionadas a supostos entraves contratuais e dificuldades logísticas. Informa que houve tentativa de composição extrajudicial, mediante oferta de bens móveis e imóveis, a qual não se concretizou”, relatou.
Em decisão liminar da última terça-feira (10), a juíza concordou com os pedidos de bloqueio de bens contra os supostos golpistas, revelando que há relatos do esquema também no Estado de Goiás. “O perigo de dano é concreto e atual, vez que é notória a existência de diversos outros processos cíveis ajuizados em desfavor dos requeridos, no Tribunal de Justiça do Mato Grosso e no Tribunal de Justiça de Goiás, além dos fatos das requeridas Rhanna Barros Martins e sua empresa (Rhanna Barros Martins Ltda.) estarem sendo investigados por prática de estelionato, esquema de pirâmide financeira e crime contrata a economia popular, conforme Inquérito Policial”, analisou a magistrada.
Uma audiência de conciliação ainda sem data definida deverá ser realizada nos autos.