“Tá tudo bem”
Se depender do discurso da prefeita Eliene Liberato, Cáceres virou quase uma Suíça mato-grossense. Cidade organizada, serviços funcionando e gestão redondinha. Agora, se depender do que o povo vê na rua, a conversa muda de tom rapidinho.
Buraco, mato e sumiço
Quem anda pelo centro ou pelos bairros encontra o mesmo cenário: buraco brotando no asfalto esfarinhado, mato tomando conta das calçadas e serviço da prefeitura que parece que saiu pra dar uma volta e nunca mais retornou. Mas lá no gabinete da prefeita a história é outra: tudo funcionando perfeitamente. É o famoso governo do “olho fechado”. “sóóóóco”.
Mosquito trabalhando firme
Com a chegada da chuva, o mosquito da dengue já começou o expediente. E pelo visto tá trabalhando sem concorrência, porque campanha de prevenção anda sumida igual promessa depois de eleição. Tem gente brincando que, do jeito que tá, o mosquito já pode pedir cargo comissionado na prefeitura. Êita!
Saúde no sufoco
Sem prevenção, o povo adoece. Aí corre pros postos e hospitais, que já vivem abarrotados. Fila cresce, sistema aperta e quem sofre é quem precisa de atendimento. Mas no discurso oficial tá tudo funcionando às mil maravilhas. Só esqueceram de avisar o povo que tá esperando consulta.
Chuva virou enchente
Aqui em Cáceres basta cair uma chuvinha mais caprichada que a cidade vira um parque aquático improvisado. Rua vira rio, quintal vira lagoa e o povo vira especialista em levantar móvel correndo. Planejamento urbano nessa gestão parece mula sem cabeça: dizem que existe, mas ninguém nunca viu. “Canhaim”.
Nem a prefeitura passa
Tem rua em Cáceres que tá tão ruim que nem carro da própria prefeitura passa sem risco de ficar enterrado. Caminhão atolando, ambulância patinando, máquina presa no barro. É a gestão experimentando na prática a receita que ela mesma preparou.
Interior esquecido
No campo a situação não é muito diferente. Produtor enfrentando estrada esburacada, transporte difícil e prejuízo batendo na porta. Parece que lá na prefeitura esqueceram de um detalhe: cidade também vive do que vem do interior.
Mistério dos 200 mil
Ô cabra danado, Isaias Bezerra e o Sato jurando que os 200 mil iam chover obra… e sumiu tudo feito fumaça de milho queimando! Produtor olhando pra roça e pensando: “Cadê meu din-din, sô? Só chegou é promessa e risada alheia.” Serviço? Só se for de fazer a paciência do povo evaporar! Fizeram vídeo juntos, mas só anunciaram. Cadê a estrada?
Mistério dos 600 que viraram 800 mil
Nem o carnaval escapou: disseram que era dinheiro do estado, mas os “foliões” da prefeitura sambaram com seu IPTU. O valor inicial era 650 mil, mas pulou para 800, igual fantasia sem explicação. Como o público não apareceu, a marchinha certa foi: “Onde está o dinheiro? Gato comeu, ninguém viu, gato sumiu”. No fim, você paga, eles gastam, e a bateria que não falta é a criatividade em transformar seu imposto em confete invisível.
Cartão de visita do abandono
Quem chega em Cáceres dá logo de cara com o famoso Caranguejão. Era pra ser orgulho da cidade. Hoje tá mais pra retrato do abandono: mato alto e aparência de lugar esquecido. Se a porta da casa tá assim… imagina os fundos.
Rodoviária esquecida
A rodoviária de Cáceres também segue no mesmo embalo. Pouca manutenção, pouca limpeza e muito abandono. Quem chega de viagem já recebe logo a primeira impressão da gestão. E não é das melhores.
Caramujo no castigo?
No Distrito do Caramujo o clima é de revolta. Mesmo sendo terra do vice-prefeito, o abandono continua firme. Tem gente dizendo que o lugar ficou meio de castigo depois da eleição. Se for verdade, é política pequena demais… porque quem paga a conta é sempre o povo.
A turma da defesa automática
E quando alguém mostra a situação da cidade, aparece logo uma tropa de choque nas redes sociais. É puxa-saco pra todo lado defendendo a prefeitura como se fosse torcida organizada. Pra essa turma, reclamar virou crime e fiscalizar virou ofensa.
A realidade
Enquanto isso, a mesma panelinha continua rodando cadeira dentro da prefeitura. Cargo troca de dono, mas o grupo continua o mesmo. E o dinheiro público parece ter aprendido a correr mais rápido que siriema quando vê carro.
No final da conta
Muita vela pra pouco santo. No fim das contas o cenário é simples: Rua alagada. Bairro largado. Interior esquecido. Mas segundo a versão oficial… tá tudo uma beleza. E assim segue Cáceres: o povo sofrendo no barro, a prefeita em Nárnia e os asseclas festejando e defendendo o completo abandono. A cidade está um caos, essa é a realidade. Mas tem selfie de coisa bonita e coreografia sempre atualizada, distante da realidade. “Sartei de banda”. Simbooooooora...