Água ou Festa pro povo?
Se perguntar pra um cacerense onde ele acha melhor investir o dinheiro público, se em água ou festa, ele solta na lata: água, porque até pra farra tem que se lavar e escovar a dentadura! Só que aqui, água é luxo, pois chove, o rio transborda, invade casas, rua vira piscina… mas na torneira? Silêncio mortal. Avisos? Ignorados. A Águas do Pantanal está desmontada porque o diretor anterior distribuiu incompetência e má gestão. Quebrou o que dava lucro. E foi “punido” por isso. Do jeito que ‘mamãe” gosta. Ela, é claro, o “perdoou”, afinal, panelinha é panelinha. O dinheiro não é dela.
E o matuto pensando: se já quebrou uma autarquia que dava lucro, imagina mexendo no cofre da prefeitura? Sede eterna tem esse pessoal... canhain.
Torneira de Enfeite de Cozinha
Outra invenção moderna da cidade: torneira decorativa. Serve pra enfeitar pia, porque água que é bom… às vezes esquece de aparecer. Tem casa que passa quatro, cinco dias só no balde e na gambiarra. Quando a água resolve dar as caras, vem fraca ou barrenta que parece caldo de rio mexido. Mas a conta… ah essa chega forte e pontual.
Asfalto Farofa
Rapaz, o asfalto de Cáceres parece obra feita com suco em pó: encostou água, dissolve. A prefeitura faz o serviço, tira foto pra rede social e o buraco já começa a nascer antes do filtro do Instagram secar. O morador da Rua 7 Copas, no bairro Massa Barro esperou 20 anos pela pavimentação… só pra ganhar a trilogia: barro, “asfalto cenográfico” e depois a escavação pra fazer o que esqueceram antes. Resultado final: duas cores de lama, quatro meses de obra e uma saudade imensa do velho chão batido, que pelo menos não fingia ser asfalto.
Rua Virou Pista de Boi
Tem bairro em Cáceres que, quando chove, não vira rua não… vira curral de búfalo. É barro até o joelho. Moto atolando. Carro rodando. Quem passa de manhã chega no serviço ou na escola com o pé daquele jeito: metade barro, metade raiva. Maratona vitoriosa é chegar limpo pra trabalhar e estudar.
Quem precisa passar no entorno da Escola Municipal Vila Irene sente na pele, ou melhor no pé. O povo já fala: “Isso aqui não é rua não… é trilha de pantanal.”
Engenharia do “Quase Pronto”
A obra começa com placa brilhando, prefeita de capacete novinho e sessão de fotos digna de inauguração… da promessa. Depois disso acontece um milagre administrativo: pedreiro some, máquina evapora e o canteiro entra no modo “já já”. O povo passa rindo: “Uai… não era aquela que tava quase pronta ano passado?” É o padrão da casa: obra igual promessa eleitoral, vive no “quase” e nunca chega no pronto.
Quem já viu a calçada da rua Pedro Alexandrino de Lacerda sabe bem o que estamos falando. “Viva a Calçada Viva”. Sóóóóco.
Compra no Esquema do Compadre
Quando o assunto é compra pública por aqui, parece mais prosa de varanda do que gestão séria. Tem processo emergencial pra todo gosto: a aquisição da cascalheira de R$ 850 mil e a compra de água mineral a preço de ouro, feita sem licitação, amparada num decreto de 2024 e ainda buscada lá no mercado de Cuiabá. No fim, o roteiro é o mesmo: papel confuso, urgência conveniente e o dinheiro público sumindo mais rápido que capivara quando escuta barulho no mato. A prefeita não quer que os vereadores façam requerimentos, afinal, dar explicações não é o forte dessa gestão.
A Chuva “Inesperada” de Todo Ano
Agora tem uma coisa que em Cáceres é mais previsível que calor de quarenta graus: a chuva do período "chuvoso". Todo mundo sabe que vai chover. Até o sapo sabe. Até o tuiuiú sabe. Mas parece que todo ano a prefeitura leva um susto: “Uai… choveu!” Aí começa o corre-corre: buraco abrindo, drenagem entupida, rua virando lamaçal e obra emergencial pra todo lado. É o fenômeno oficial da cidade: “A surpresa anual, que acontece “todo ano”.”
Fachada
No Instagram da Prefeitura, Cáceres parece cidade de comercial de margarina: sorriso, obra reluzente e promessa voando mais alto que história de pescador. Na rua, porém, o povo tropeça em buraco, mato e obra eterna, coisa que filtro nenhum consegue varrer pra debaixo do tapete.
Enquanto o marketing capricha no vídeo, a prefeita faz nova coreografia e mostra nas redes sociais uma cidade que só existe na panelinha dela.
No Fim da Prosa
Cáceres descobriu na torneira seca o que já se previa: faltou planejamento e sobrou desrespeito com o nosso dinheiro. A nova diretoria da águas até se vira, servidor se reveza, corre pra todo lado… mas o buraco, como dizem por aqui, é mais embaixo. A autarquia dava lucro, mas investimento mesmo ninguém viu passar. Agora a bomba estoura, e dessa vez não é só a d’água. Curioso mesmo foi entregar a chave do cofre da prefeitura a quem deixou esse serviço de herança. O povo de Cáceres tem memória, senhor Júlio Parreira. Aqui a conta chega, mesmo quando a água não.