Mato Grosso registrou aumento de 25% nos casos de malária no início de 2026. Nos primeiros 26 dias de janeiro, foram confirmados 70 casos da doença por local provável de infecção, contra 56 no mesmo período do ano passado. Diante do cenário, a Secretaria de Estado de Saúde emitiu alerta ambiental e reforçou as ações de vigilância.
O crescimento está ligado principalmente à intensificação do garimpo ilegal, especialmente na região Noroeste do Estado, que favorece a formação de criadouros do mosquito transmissor da malária. Alterações ambientais, aumento do fluxo migratório e dificuldades de acesso aos serviços de saúde também contribuem para o avanço da doença.
O monitoramento aponta maior risco de transmissão em municípios localizados ao longo das principais rodovias que ligam Mato Grosso à região Norte, além das regiões Noroeste e Sudoeste. Estão entre as áreas de atenção Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu, Pontes e Lacerda, Conquista D’Oeste, Vila Bela da Santíssima Trindade e Nova Bandeirantes.
A recomendação é de atenção redobrada nos serviços de saúde e de busca imediata por atendimento em casos de febre acompanhada de sintomas como dor de cabeça, calafrios, dores no corpo, náuseas ou mal-estar, especialmente após deslocamento para áreas de risco.
O Estado dispõe de testes rápidos, com resultado em cerca de 20 minutos, permitindo diagnóstico precoce e início imediato do tratamento. Todos os casos suspeitos devem ser testados e notificados conforme os protocolos de vigilância.