A 6ª Exposição Coletiva "Quando a Arte Grita” organizada pela ARTEMAT (MT) esteve durante os meses de dezembro e janeiro no Centro Cultural Casa Cuiabana, e a partir de fevereiro até final de abril de 2026 estará presente em Cáceres, na Galeria de Arte ARTEMAT, novo Ponto de Cultura, junto à antiga sede da SEMATUR - Secretaria Municipal de Turismo e Cultura. A exposição destaca a arte como um grito de alerta e resistência, expressão sensível de 25 artistas mato-grossenses e um artista convidado paulista, por melhorias e mudanças na conduta humana.
QUANDO A ARTE GRITA (2025-2026): Realização: ARTEMAT - Associação dos Artistas Plásticos de Mato Grosso Apoio: UNEMAT – Universidade do Estado de Mato Grosso e SECEL Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso Artistas: Albina dos Santos, Adaiele Almeida, Antônio Vieira, Bosquê, Cida Silva, Dayana Trindade, Danúbia Leão, Eduardo Martins, Ellen Pellicciari, Isabel Araujo, Ita Ceramista, Jéssica Bessa, João Caramori, Josiane Magalhães, Marcela Lopes, Luana Franco, Marlene Kirchesch, Micheli Fanalli, Rimaro, Ricardo Freitas, Roberto Lopes, Thelma Além dos Olhos, Tiana de Souza, Traudi HoƯmann, Valdir Ricardo e TONCAT. Curadoria: Isabel Araujo, Carolina Marcório, Agnaldo Rodrigues da Silva e Bosquê. Expografia organizada em 5 Eixos Temáticos: Mulher e a Violência Doméstica, Infância, Sociedade e Humanidade, Meio Ambiente e Guerra. Acessibilidade: Textos Curatoriais traduzidos para o Inglês (Isabel Araujo) e Braille (Kayenne Karoline Alves Pereira) e Libras (Marcos Gontijo); obras com identificação por QRCODE para Audiodescrição (Michei Fanalli). Agradecimentos: Arte de Capa por Ricardo Freitas e Gráfica MOTIVA
“Quando a Arte Grita” assume um lugar de enfrentamento, como ato de denúncia e urgência. Cada obra apresentada interpela o público em seu grito contra a violência doméstica, feminicídios e opressões que atravessam gerações de mulheres, e sacraliza a violência em suas crianças. Grita contra a polarização política que fragmenta a sociedade, transforma o outro em inimigo, empobrece o diálogo, isola e agride os diferentes e provoca guerras. Grita contra o descaso com o meio ambiente ameaçado diariamente pelo consumismo, pela exploração predatória e pela lógica do lucro acima da vida. A arte não é decorativa nem luxo, é necessidade de formação de pensamento crítico e memória; grita pela sua democratização como oportunidade de acesso ao mercado de trabalho, de investimento cultural, e inclusive como ferramenta de apoio a tratamentos da saúde, em terapias. Grita, ainda, pela presença efetiva das artes visuais nas escolas, com espaços adequados, com a mesma prioridade estrutural que se dá à outras atividades educacionais como educação física, laboratórios e tecnologias.
A ARTE forma cidadãos críticos, desenvolve o olhar, sensibiliza pela capacidade de interpretar o mundo além das palavras. “Quando a Arte Grita” não busca respostas fáceis. É uma exposição que provoca desconforto, reflexão e posicionamento. Seu grito não termina na galeria, ele ecoa nas ruas, nas casas, nas escolas, nos corpos e nas consciências. Enquanto houver injustiça, violência, apagamento e silêncio imposto, a arte continuará gritando.