As cuiabanas Nathalia Queiroz e Ludmilla foram atingidas por descarga elétrica de um raio que caiu nas proximidades da Praça do Cruzeiro, onde ocorre o ato liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) neste domingo (25), em Brasília. Elas foram levadas ao hospital e passam bem.
Nas redes sociais, as mato-grossenses relataram o susto vivido durante o episódio. “Eu levei um raio no peito, caí em cima de umas 200 pessoas que caíram uma em cima da outra. Na hora que eu olhei, falei: ‘vamos embora, me dá a mão’, mas a Lud não estava perto de mim. Ela estava no chão, desmaiada, com o olho fechado, a boca branca. Pensei que ela tinha morrido. Fui gritando por socorro, foi desesperador”, contou Nathalia.
Queda de raio
Segundo informações preliminares obtidas pelo Metrópoles, 17 pessoas foram levadas ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e outras 16 ao Hospital de Base.
Três pacientes do Hran e dois do Hospital de Base foram encaminhados à sala vermelha, por demandarem maiores cuidados da equipe médica. Não houve óbitos.
A corrente elétrica teria descido por um guindaste e atingido as pessoas que estavam nas proximidades.
Brasília enfrenta fortes chuvas desde o fim da manhã deste domingo, e diversas vias ficaram alagadas na capital federal.
“Ela foi a primeira a ser socorrida. Ela foi a mais grave. A perna dela está toda manchada aqui, por causa do raio, que foi muito forte, foi muita morte. Mas, graças a Deus, a gente está bem. O maior susto já passou”, relatou.
Nathalia é dona da loja Bebê de Luxo, na capital. Ela esteve no ato em Brasília para defender os empreendedores no Brasil. “Gente, é isso que a gente passa para ter um Brasil melhor. Só quem é empresário sabe a dor que a gente está sentindo, de como está sendo difícil manter uma empresa com esse atual governo. Está sendo muito desafiador.”
“A minha dor para vir a Brasília é isso. Eu sei que tem muitos empresários na nossa cidade, em todo o Brasil, que estão passando por essa dificuldade. Passar por uma provação dessa é muito forte. É muito forte. Mas eu sei da minha luta constante para manter essa empresa aberta. Eu sei disso. Eu sei o sangue que as meninas dão naquela loja para a gente manter aquilo ali aberto. Porque aquilo ali sai do nosso sustento e não é fácil. E a gente não vai desistir nunca. A gente quer um Brasil diferente”, completou.