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09/01/2026 - 13:44

Assassino de PM de Mato Grosso é preso em Itaboraí, no Rio de Janeiro

Suspeito estava escondido em área dominada por facção criminosa

Por Nailton Alves/Canal Diário

De acordo com as investigações, após o homicídio, Rafael fugiu para o Rio de Janeiro, onde passou a se esconder no Complexo do Alemão, na Zona Norte da capital, área dominada pela facção criminosa Comando Vermelho (CV). Após trabalho de monitoramento e levantamento de informações, o foragido foi localizado e preso em Itaboraí, sendo encaminhado para a 76ª Delegacia de Polícia (Niterói).

Contra o criminoso, constavam quatro mandados de prisão em aberto, expedidos pela Justiça de Mato Grosso, pelos crimes de homicídio, organização criminosa, adulteração ou remarcação de sinal identificador de veículo automotor, latrocínio, constrangimento ilegal, extorsão qualificada, corrupção de menor de 18 anos, roubo majorado, além de um mandado por condenação já transitada em julgado por crime doloso.

A prisão foi resultado de um trabalho integrado envolvendo policiais militares da Subsecretaria de Inteligência (SSI) da PM do Rio de Janeiro, com apoio do Batalhão Tático Móvel (BTM) e do 35º BPM (Itaboraí). Também participaram da ação a Diretoria da Agência Central de Inteligência (Daci) da PM de Mato Grosso, o Gaeco do Ministério Público de Mato Grosso, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) da Polícia Federal em Mato Grosso, além do Disque Denúncia.

Morte de PM

Rafão é apontado como um dos envolvidos no assassinato do sargento da Polícia Militar de Mato Grosso, Odenil Alves Pedroso, de 46 anos. O crime aconteceu em maio de 2024, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá.

O policial, lotado no 3º Batalhão da PM, havia acabado de sair do serviço e lanchava no local quando foi surpreendido pelo criminoso. O sargento foi atingido por um disparo que atravessou sua cabeça, morrendo no local. Após o crime, a arma do policial foi roubada.

Rafael Amorim de Brito foi condenado a 24 anos de prisão em regime fechado. Ele integrava a chamada Lista Vermelha da segurança pública de Mato Grosso e chegou a ter uma recompensa de R$ 10 mil oferecida por informações que levassem à sua captura.

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