Entre uma pedra no caminho e outra no orçamento, o vereador Pacheco Cabeleireiro resolveu catar respostas. Apresentou requerimento 284/2025 pedindo explicações sobre os recursos da Cascalheira Municipal. O pedido foi endereçado à prefeita Antônia Eliene e à Secretaria de Infraestrutura. A dúvida é simples, mas escorregadia como brita solta: Afinal, porque não adquiriu a cascalheira? E de onde está vindo o "cascalho"?
Caso o valor tenha sido liberado, Pacheco quer provas, notas fiscais, contratos e preços pagos. O vereador também cobra quem vende, como vende e quem está ganhando com essas transações? Transparência, segundo ele, não é favor, é obrigação, embora alguns tratem como luxo.
Da tribuna, o discurso foi ácido: muitos não querem requerimentos. Mas Pacheco lembrou que requerer é prerrogativa legítima do vereador, gostem ou não. Em tom irônico, destacou que hoje o vereador Cézare até comemorou a resposta de um requerimento, veja só. Sinal dos tempos: quando responder vira evento, o problema não é o pedido, é o silêncio. E a pergunta segue rolando, dura como pedra: se não sai da cascalheira, quem está "cascalhando"?