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17/11/2025 - 11:34

Nova espécie de peixe raro é identificada em rio de MT; conheça

Por Silvano Costa - Especial para o GD

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 (Crédito: Reprodução)
Uma nova espécie de lambari (também conhecida como tetra) foi identificada na bacia do rio dos Peixes, afluente do rio Juruena, em Juara (709 km a médio-norte de Cuiabá). Batizada cientificamente de Inpaichthys luizae, a espécie se diferencia por uma faixa preta, que se estende da nadadeira peitoral até a cauda do peixe.
 
A nova espécie foi descrita em detalhes pelo pesquisador Fernando Dagosta, na Neotropical Ichthyology, publicação científica da Sociedade Brasileira de Ictiologia.
 
Segundo Dagosta, o lambari faz parte de uma família com mais de mil espécies, com diferenças nas cores, escamas, nadadeiras, entre outras características. Ao , o pesquisador explicou porque a faixa preta torna esta espécie única. 
 
"Nenhuma dessas mil espécies possui essa faixa dessa forma. É uma faixa que é oblíqua em relação ao corpo e [ela] desce. Essa faixa preta tem uma listra brilhante, laranja, em cima, iridescente, e o peixe tem uma coloração nas nadadeiras bem laranja, que chama muita atenção", destacou o ictiólogo, que também é professor-adjunto da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
 
Dagosta destacou que esta é uma espécie "rara", a qual "não existe a menor chance" de estar presente em outras localidades do país. 
 
A identificação da Inpaichthys luizae foi feita, em um primeiro momento, por um pescador ornamental, surpreendido com a aparência do peixe. Um tipo desconhecido por ele até então. 
 
Com a suspeita, o experiente pescador contatou Dagosta, um dos especialistas no estudo dos lambaris. O pesquisador recebeu dezenas de amostras de peixes e concluiu, de fato, que se tratava de uma nova espécie. 
 
"Ele [o pescador] entrou em contato comigo, na verdade, em 2023, ele mostrou a foto para mim. Em 2024, ele mandou material, a primeira parte, depois agora, em 2025, mandou mais um pouquinho de material que tava faltando", relatou.
 
O ictiólogo já catalogou mais de 30 espécies, mas esta descoberta teve um sabor especial. Isso porque, pela primeira vez, Dagosta decidiu homenagear uma pessoa na escolha do nome científico. A filha Luiza, de apenas 2 anos, agora está eternizada no nome do novo peixe.

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