A chuvas deste sábado (15) apenas revelaram o que Cáceres já sente diariamente: o esgoto corre livre para o Rio Paraguai, em pleno centro da cidade, diante de uma gestão que está há cinco anos no comando e não resolveu absolutamente nada. A tubulação rompida há meses voltou a despejar dejetos no cais da Praça Barão, justamente onde a prefeitura tenta vender a imagem de uma “orla revitalizada”. O odor é insuportável, o risco à saúde é real e a vergonha é pública. Moradores descrevem a cena como um ataque direto à natureza e ao povo cacerense. A cidade está cansada de pedir socorro.
Os relatos nas redes sociais mostram a revolta de quem vive há anos com o mesmo problema. “Vejo isso há 28 anos, nada de novidade”, disse uma moradora; “moro aqui há três anos e sempre foi triste”, desabafou outra. Ninguém aguenta mais o cheiro, o abandono e a falta de respostas. Vereadores cobram, filmam, denunciam, mas nada é corrigido. E enquanto o esgoto escorre na cara da população, a gestão municipal finge que tudo é normal. A população está exausta, descrente e indignada. Reclamar virou rotina, solução nunca veio.
Com apenas 7% de esgotamento sanitário, Cáceres amarga índices vergonhosos para uma cidade histórica, turística e localizada às margens de um dos rios mais importantes do país. A marinha vê, vereadores veem, o povo vê, só a prefeitura insiste em não enxergar. A enxurrada levou esgoto bruto direto ao Paraguai, destruindo margens, contaminando a água e colocando vidas em risco. E enquanto isso, a gestão segue priorizando obras estéticas. Aliás, nem essas se fazem mais, basta ver o “canteiro de obras” paradas e abandonadas em Cáceres. O povo implora: chega de propaganda e abandono. Cáceres exige atitude, responsabilidade e respeito já.