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15/11/2025 - 17:34

Contas aprovadas, alertas ignorados: O paradoxo da gestão 2024 de Cáceres

Gestão da prefeita Antônia Eliene Liberato Dias recebe aval do TCE-MT, mas o mesmo relatório que aprova as finanças aponta descontrole em queimadas, desmatamento e epidemias.

Por Rogério Florentino | Conexão MT

As contas anuais de 2024 da prefeitura de Cáceres receberam luz verde. O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu um Parecer Prévio Favorável à gestão da prefeita Antônia Eliene Liberato Dias. Contudo, o mesmo documento que valida a administração financeira expõe uma realidade alarmante.
O Parecer Prévio Nº 83/2025, embora favorável, traz em seu bojo técnico uma série de alertas graves. Esses alertas cobrem áreas essenciais: meio ambiente e saúde pública. A análise dos auditores revela um município que, por um lado, organiza suas finanças, mas, por outro, falha em proteger seu território e sua população.

Um território em chamas
 
A situação ambiental descrita no relatório é crítica. Com base em dados do INPE e do Radar de Controle Público do próprio TCE, Cáceres registrou um número devastador: 156.871 focos de queima ao longo de 2024.
Esse número massivo de focos de calor coloca o município em uma posição de destaque negativo no cenário estadual. Mas os problemas ambientais não param no fogo.

O relatório detalhou a supressão de vegetação nos dois biomas que cortam o vasto território de Cáceres. No Bioma Amazônia, o município ocupou a 20ª posição no ranking estadual de desmatamento, com 11,82 km² de área derrubada. Já no Bioma Cerrado, ficou na 55ª posição, com 0,46 km² suprimidos.

Saúde pública sob risco
 
Se o meio ambiente está sob ataque, os indicadores de saúde acenderam múltiplos sinais vermelhos para a gestão de 2024. A vida da população, especialmente a mais vulnerável, foi posta em xeque. O TCE-MT foi direto ao classificar a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) do município como “alta”. A prevenção, pilar básico da saúde pública, também se mostrou deficiente. A Cobertura Vacinal (CV) foi classificada como “abaixo da meta” estabelecida.

Esse cenário de baixa proteção abriu caminho para a proliferação de doenças. O relatório apontou que a Prevalência de Arboviroses, que inclui Dengue e Chikungunya, foi classificada como “muito alta”. A terminologia técnica indica um cenário epidêmico, com os mosquitos vetores fora de controle.

Como se não bastasse, outro indicador chocou os auditores. A Taxa de Detecção de Hanseníase em Menores de 15 anos também foi classificada como “muito alta”. A presença desta doença em crianças e adolescentes é um marcador grave de problemas de saúde pública persistentes e de difícil controle.

 

Comentários

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1 comentário

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  • por Juca pantaneiro , em 18.11.2025 às 07:15

    Essa administração é igual a do pai dos pobres. Nada funciona e tem a aprovação maciça dos seus eleitores e dos órgãos oficiais. A população!!! Há população que se dane...

 
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