Já para o Uruguai, em agosto, foram 59 toneladas e, em setembro, foram 151 toneladas de carne bovina, o que representa aumento de 55,63%.
Outro destino das exportações mato-grossenses que houve aumento foi para a China, que já vinha aumentando o consumo da carne brasileira há alguns anos.
"A China já vinha aumentando as compras, geralmente no segundo semestre até para buscar fazer estoque com as festividades de fim de ano. Houve um aumento significativo em agosto e setembro, mas pode ser que tenha relação com tarifaço de Trump, porém não acredito que seja o único motivo", afirmou Valdecir.
Em agosto, Mato Grosso exportou 54,50 mil toneladas de carne bovina aos chineses, enquanto em setembro esse número subiu para 60,46 mil toneladas, um aumento de quase 11%.
O professor de economia da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Feldmann vai na mesma linha. "Acredito que o tarifaço tenha uma influência pequena. Porque houve uma aproximação geral do Brasil com a China, nos últimos meses nosso país vendeu mais aos chineses. Esse é um fato geral e o mercado chinês absorve cada vez mais nosso produtos. E o tarifaço de Trump nos aproximou mais dos chineses e os produtores também estão preocupados e procuraram novos mercados", disse.
Seguno relatório de mercado do Imea, o estado abateu 656,31 mil cabeças de boi em setembro, o que representa uma queda de 0,67% em relação a agosto. No total, foram abatidos 367,37 mil cabeças de boi macho, o terceiro maior volume da série histórica.
"Esse cenário reflete a maior presença de machos em confinamento, que ampliou a oferta estadual. Ainda assim, os preços do boi gordo se mantiveram firmes, sustentados pela forte demanda externa", explica o Imea.
Para o quarto trimestre, a expectativa é de estabilidade, mas o abate elevado de machos jovens pode reduzir a oferta a médio prazo, adicionando viés de alta às cotações, de acordo com o Imea.