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30/09/2025 - 06:44

DIRETO DA FONTE – 30 de Setembro de 2025

Por REDAÇÃO JORNAL OESTE

A cidade do desgoverno: tudo é promessa, nada é entrega
Se prometer fosse governar, Cáceres seria Dubai. Mas, infelizmente, entre vídeos ensaiados, sorrisos forçados e promessas mofadas, o que a população tem mesmo é buraco pra cair, água pra sonhar e quadra pra não usar. E o pior: até quem defendia agora já tá perdendo a paciência. Na última sessão da Câmara, os vereadores estavam mais exaltados e cansados, com “mais do mesmo”:
 
“Quase pronta”... só no vídeo!
A prefeita Eliene apareceu mais uma vez em vídeo, falando sobre uma felicidade não compartilhada pela população. Disse que a “tal” praça está “quase pronta”. Quase onde, prefeita? No metaverso? Porque ali, no mundo real, quem passa vê tapume, entulho, mato e ferramentas espalhadas,  menos a finalização da obra. A única coisa pronta é a paciência do povo: prontinha pra acabar.
Um dos vereadores, que sempre pontua obra pública de má qualidade, foi direto: “O que se diz não é o que se constata”. E a gestão segue investindo mais em “dancinha de internet” do que em cimento. Enquanto isso, a Praça da Feira vai no ritmo do “boi cansado e do jegue com fome”.
 
Água virou artigo de luxo na Terra das Águas
Cáceres, a Terra das Águas... só se for no nome mesmo, porque na torneira, nem sinal. A cada semana, mais bairros relatam a nova rotina: racionamento surpresa, água barrenta, cheiro de enxofre e galões a R$ 15,00 virando item básico do orçamento familiar.
A Águas do Pantanal, que deveria ser solução, virou personagem de piada pronta. Inoperante e sem rumo, envia tarifa duplicada, cobra juros que não se explicam e justificativas que não se sustentam. E da gestão? Ninguém fala nada. Aliás, silêncio é o único serviço que anda sendo prestado com excelência. E a população, claro, dança, literalmente e figurativamente. Claro, não “aquela dancinha...”, porque “aquela” é só “deles”.
 
Buraco de rua que cabe um Fusca
Os buracos nas ruas de paralelepípedo estão tão generosos que já dá para “estacionar um fusca” dentro. E, se chover, até serve de “piscininha”. Na sessão, vereadores fizeram questão de mostrar que, entre calçamento e abandono, venceu o segundo.
E como cereja do bolo, o ex-secretário, suplente de vereador e agora legislador Wesley Lopes, aquele mesmo que ignorou pedidos antigos, resolveu “indicar” obras em pontes da zona rural. Isso depois de ter negado (sem sucesso) a existência das aduelas largadas no pátio da Infraestrutura. Disse que não eram as mesmas. Ué, então tem coleção de aduelas agora? A população não tem ponte, mas a prefeitura tem acervo! E a “dancinha” continua...
 
Quadras escolares: trancadas como se fossem cofres
As quadras das escolas públicas que poderiam ser abertas aos finais de semana continuam fechadas, como se guardassem segredo de Estado. O vereador Manga Rosa pediu. Quase implorou, para que fossem liberadas para os jovens. Mas o secretário de Educação, senhor Fransérgio, parece ter alergia a esporte, juventude e comunidade.
Já o vereador Professor Domingos, visivelmente esgotado, disparou: “A Educação em Cáceres é uma vergonha”. Ele tentou organizar ação comunitária em parceria com a Unemat e teve o pedido barrado. A justificativa? Vai saber... E a “dancinha” continua...
E aí vem a pergunta que ninguém faz: por que tanto zelo com certos secretários?
 
Blindagem de titânio e laços de família
A resposta parece não estar no sobrenome, mas nos laços com alguns. Tem secretário que, mesmo com denúncia de desvio de combustível nas costas, continua firme e forte no cargo. É o caso do queridíssimo secretário de Esporte, que, veja só, é cunhado da prefeita. Coincidência? Talvez “alegrias administrativas” que misteriosamente não andam.  Afinal: “Família é família”. E a “dancinha”? Calma...
Parece que em Cáceres existe uma regra: errou, sai... a menos que seja de casa. Aí vale tudo: silêncio, proteção e, claro, mais “dancinha”. Porque se tem uma coisa que não falta nessa gestão é coreografia pra fingir que está tudo bem enquanto a cidade afunda no descaso.
 
E Eliene? muda, pleníssima... E a dancinha? Essa continua... Simbora...
Entre buraco, lama, sede e frustração, a prefeita Eliene segue blindada na sua bolha. Não fala, não responde, não explica. Mas aparece sorridente quando é pra gravar vídeo ou fazer “dancinha” no Instagram.
A cidade clama por soluções e ela parece mais preocupada com o enquadramento da câmera do que com a população. Cáceres virou um roteiro de tragédia com trilha de “TikTok”.  E o povo? O povo paga, sofre e espera. Mas já está deixando o aviso: o prazo de validade da paciência está vencendo. E, segue a “dancinha...”.
 

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