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26/09/2025 - 06:30

Revitalização da Praça da Feira em Cáceres: Em Obras Desde Sempre, Entrega Prevista para Nunca

As únicas coisas que avançam mais que concreto, entulhos e aditivos são os orçamentos e os prazos finais para entrega

Por REDAÇÃO JORNAL OESTE

A reforma da Praça da Feira, em Cáceres, segue como um dos empreendimentos públicos mais comentados, e aguardados da cidade. Iniciada com a promessa de transformar o espaço em um ponto de referência para lazer, comércio e convivência, a obra tem acumulado episódios dignos de um roteiro de longa-metragem, ou de uma série sem previsão de temporada final.

Lançada com grande expectativa e orçamento inicial estimado em cerca de R$ 1,9 milhão, que está na placa, ou deveria, a intervenção passou, ao longo do tempo, por diversos ajustes contratuais, trocas de empresas responsáveis e reprogramações de prazo. As atualizações constantes nos valores, impulsionadas por aditivos e revisões técnicas, acabaram elevando o custo total, que hoje já ultrapassaria os R$ 2 milhões, segundo estimativas extraoficiais e já “beiram” os 3.

Enquanto isso, a população acompanha, com doses variadas de ceticismo e bom humor, as mudanças no canteiro de obras. Já virou parte do cotidiano: uma empresa inicia, outra interrompe, uma terceira aparece e, invariavelmente, os trabalhos não são concluídos. Materiais se acumulam no local, e o avanço físico da obra parece não acompanhar o tempo decorrido desde o lançamento do projeto.

A situação faz da Praça da Feira um símbolo curioso da espera. Moradores já tratam as novas previsões de entrega com cautela, comparando o andamento da reforma a promessas conhecidas: sempre renovadas, mas raramente cumpridas.

Sem cronograma claro e com prazos sucessivamente revistos, a dúvida permanece: a obra será concluída ainda nesta gestão ou continuará como referência, não pela revitalização prometida, mas pelo tempo em que está sendo reformada?

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2 comentários

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  • por Paulo de Almeida, em 30.09.2025 às 15:16

    Infelizmente essa é a realidade de muitas obras no nosso município: começam é nunca terminam. O que a população precisa é de transparência e responsabilidade. Não adianta travar medições e atrasar serviços, quem sofre é a comunidade. Se existe alguém atrapalhando o andamento, a prefeita precisa tomar providências e mostrar que quem manda é a administração e não uma única assessora que acha que manda mais. Chega de rabo preso e jogo político, queremos obras concluídas. E colocar quem realmente entende de engenharia para acompanhar as obras.

  • por Juca pantaneiro, em 26.09.2025 às 08:38

    Num país que tem políticos de estimação, seja de esquerda ou de direita. A última coisa a existir será a ética no trato das coisas publicas. As pessoas se acostumaram na pobreza, na administração da sobrevivência apenas para ser útil a venda dos seus votos . Aí surgem Mitos verdes , Painho vermelho e mamãe laranja

 
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